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Janot: trabalho de investigação “não é fácil”

em Destaques
terça-feira, 14 de junho de 2016

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que a atividade de investigação “não é fácil” em alguns momentos e que “não agrada ninguém”.

Ele participou ontem (14) de sessão extraordinária do Conselho Nacional do Ministério Público, onde recebeu apoio dos conselheiros. “Agradeço as palavras de apoio e confesso que, em determinados momentos, não é fácil”, disse Janot.
“Nesse momento de turbilhão que a gente vive, a vida é, de acordo com o desencadear dos fatos, é um verdadeiro carrossel. Você está do céu e ao inferno em 24 horas. Você não agrada ninguém, porque a atividade de investigação é sempre descobrir, e como a gente tem que investigar profissionalmente, a investigação profissional não tem cor, não tem ideologia, não tem lado”, acrescentou.
O procurador-geral defendeu a independência do MP e disse que, na democracia, o investigador não escolhe alvos. “Deus me livre do local em que o investigador possa escolher previamente a pessoa que quer investigar. Isso não é democracia, não é Estado de Direito. Temos quer ser retos enquanto atividade do MP, com todo o respeito e todas as garantias constitucionais, mas que deva ser investigada e republicanamente receber o mesmo tratamento, a mesma lei”, disse.
Sem citar nomes, o procurador rebateu críticas sobre o vazamento de informações e disse que as insinuações são um “efeito colateral do trabalho sério e responsável” que vem desenvolvendo e que não possui “transgressores preferidos” e que isso é demonstrado pelo “leque sortido” de autoridades investigadas e processadas (ABr).