Inflação baixa é melhor contribuição para crescimento econômico

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, avaliou ontem (22), que uma inflação baixa e previsível é a melhor contribuição para o crescimento econômico.

Ao comentar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC, ele afirmou o cenário básico do Copom contempla a estabilização da atividade econômica e uma recuperação gradual do PIB.
“As evidências sugerem a estabilização da economia, o que pode ser visto na produção industrial. O IBC-Br reflete a evolução de setores da economia, como a agropecuária e serviços, e as expectativas continuam apontando para crescimento gradual”, analisou, lembrando que o uso da capacidade segue operando em patamares que indicam ociosidade na economia.
Viana comentou ainda que a projeção do PIB foi mantida em 0,5%, que, segundo ele, continua adequada. “Isso reflete de um lado a melhoria de alguns indicadores, mas, por outro lado, a conjuntura sugere aguardar a entrada de mais informações para vermos como a atividade se comporta”, explicou. O diretor citou ainda o efeito da atividade agropecuária sobre outros setores da economia, ocorrido principalmente no primeiro trimestre. “Os demais setores também se beneficiaram dessa safra favorável que tivemos neste ano”, acrescentou.
Sobre o setor externo, Viana repetiu que o quadro para o balanço de pagamentos brasileiro em 2017 permanece favorável. Ele agregou que o desenvolvimento no cenário internacional tem sido positivo, com movimentos mais sincronizados de crescimento em países e blocos econômicos importantes. “As taxas de juros de longo prazo das economias emergentes têm comportamentos adequados e os preços das commodities voltaram para patamares mais favoráveis que há dois anos”, completou (AE).

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