CNBB repudia CPI da Funai e defende mobilização contra reformas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repudiou ontem (22), o processo e os resultados da CPI da Funai e Incra, encerrada em maio pelo Congresso.

A entidade criticou ainda a falta de diálogo do governo e reforçou a necessidade de apoio a mobilizações sociais contra as principais reformas apresentadas pelo Palácio do Planalto.
O órgão máximo da Igreja Católica no País considera que não houve participação suficiente dos envolvidos e não foram ouvidas as partes na CPI. Para a CNBB, os parlamentares entregaram um trabalho “parcial, unilateral e antidemocrático”. Em nota, manifesta apoio ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que é alvo de diversas acusações do relatório apresentado pelo deputado ruralista Nilson Leitão (PSDB-MT), por conta de “infundadas e injustas acusações que recebeu”.
Para a Igreja Católica, o indiciamento de missionários do Cimi, que atua na defesa de povos indígenas há 45 anos, é uma “evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas, e de confundir a opinião pública sobre os direitos dos povos originários”. A carta é assinada pelo cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, vice-presidente da CNBB, e dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB (AE).

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