Fachin mandar soltar ex-deputado Rocha Loures

O ministro do STF, Edson Fachin, relator das ações da Lava Jato na Corte, mandou soltar o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso há mais de um mês na carceragem da Polícia Federal em Brasília.

Em troca, Loures deverá cumprir algumas medidas cautelates, como recolhimento domiciliar. Com isso, Loures deverá permanecer em casa das 20h às 6h de segunda a sexta-feira, e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados. Ele também deverá ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Na decisão, Fachin entendeu que Loures pode responder às acusações em liberdade porque a denúncia contra ele já foi feita ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, Fachin entendeu que ele deve receber os mesmos benefícios de outros investigados a partir das delações da JBS, como a irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, o primo deles, Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrela, Mendherson Lima. Todos ganharam direito de cumprir prisão domiciliar.
Quando Rocha Loures foi preso, Fachin havia atendido a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o procurador, a prisão de Loures era “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal” (ABr).

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