Empresas do século XX precisam se digitalizar para venderem no século XXI

Ralf Germer (*)

Os últimos dois anos foram cruciais para a transformação digital de muitas empresas. O aumento de negócios físicos, que ampliaram suas operações para o e-commerce, foi expressivo — inclusive no segmento B2B (Business to Business), que até então se mantinha fiel ao formato mais tradicional de comércio.

Conforme dados divulgados pela empresa de consultoria McKinsey&Company, a participação do B2B no e-commerce brasileiro, depois da pandemia, aumentou 62%. No entanto, das mais de 306 mil indústrias existentes no Brasil, apenas 5% estão realmente preparadas para se fixarem no digital, como aponta a consultoria PwC.

O percentual baixo representa as empresas que realmente investem no digital, já que a grande maioria ainda precisará se adequar para sobreviver ao ambiente competitivo do comércio on-line. A pesquisa da Agileintel Research, publicada pelo Statista, aponta que o valor bruto do comércio eletrônico B2B saltará de cerca de US$18.400 trilhões em 2021, para aproximadamente US$22.172 trilhões em 2022.

A empresa de correio internacional DHL prevê que 80% de todas as interações de vendas B2B entre fornecedores e compradores profissionais de todo mundo sejam conduzidas por meio de canais digitais até 2025. Para acompanhar a tendência, é importante que as indústrias contem com plataformas que proporcionem alto índice de usabilidade e que garantam uma jornada de negociação fluida e sem fricções.

São inúmeras as facilidades que uma plataforma digital pode agregar a negócios B2B. Ao aderir ao comércio on-line, as empresas se beneficiam com uma maior flexibilidade e agilidade nas negociações com fornecedores e com comerciantes, que acontecem de forma totalmente otimizada e segura, diretamente no site.

Com isso, é possível alcançar mais clientes e aumentar o volume de vendas, graças a um processo simplificado de realização de pedidos. Em alguns e-commerce, também é possível incluir preços contratuais, catálogos personalizados, repetição de pedidos de forma automatizada, inclusive com ferramentas de gestão de recorrência.

No e-commerce, as empresas B2B também encontram uma grande variedade de métodos de pagamento disponíveis para efetuar suas cobranças de forma rápida e segura. Indústrias com altos valores transacionados encontram dificuldades para receber a confirmação do pagamento de forma instantânea, além de precisarem pagar taxas bancárias nas transações por TED ou DOC, por exemplo.

Com a ampliação das opções de pagamento, é possível escolher o formato que melhor atenda às particularidades de cada negócio, com valores operacionais bem mais convidativos. Além disso, existe ainda um fator importante para a adesão ao digital: centralizar o contato com o cliente em um único canal, de forma mais direta e transparente.

Com uma plataforma de vendas online, é possível acertar número de pedidos, quantidades e pagamentos em um só lugar. A fidelização de clientes corporativos é fundamental para manter um bom faturamento e uma previsibilidade de receita, pois são eles quem realizam compras de produtos e serviços em grandes quantidades e com periodicidade.

Uma empresa que nasceu no século XX e está se digitalizando agora, tem a chance de sair na frente da concorrência ao escolher uma plataforma de e-commerce robusta e integrada a uma processadora de pagamentos segura e atualizada com as tendências de cada mercado. Poder oferecer ao cliente um atendimento personalizado e eficiente, mas de forma remota, permite uma comunicação sem fricção e mais objetiva, independentemente de sua localização, aumentando a satisfação com o processo de vendas.

E sua empresa, já está pronta para vender no século XXI?

(*) – Ex-vice-presidente de Marketing de Produtos para a Europa da Actebis e criador da 4M Iberoamérica, é CEO e cofundador da PagBrasil.

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