Empresas ainda não estruturaram políticas de home office, apesar de adesão

Embora adaptação ao trabalho remoto tenha sido rápida, a maioria das empresas declara que ainda não possui uma política estrutura para mesclar a prática junto ao trabalho presencial, revela pesquisa realizada pela JLL. O levantamento foi realizado com 134 organizações de 22 segmentos entre os meses de maio e junho de 2020.

Mais de 47% das companhias ouvidas declaram ter adotado completamente o trabalho remoto durante a pandemia, tendo se adaptado facilmente. Contudo, ao mesmo tempo, 52% relatam ainda não terem uma política estruturada de home office, em que são oferecidos recursos e subsídio financeiro para organizar um ambiente apropriado a essa modalidade.

Para a especialista em Workplace da JLL, Roberta Hodara, o trabalho remoto veio para ficar e se tornou algo a ser incorporado no pacote de benefícios dos funcionários. “Com o retorno aos escritórios, as empresas precisão pensar em suas políticas de home office e nas estruturas que terão que oferecer, porque os colaboradores gostaram da experiência e perceberam que parte do trabalho pode ser feito de casa”, explica.

Essa nova dinâmica gera também um desafio para os gestores. “Os líderes precisam repensar a forma de se conectar com os funcionários para construir relações de confiança e conseguir gerar maior produtividade”, ressalta a especialista. Para Érika Ribeiro, diretora de RH da JLL, outro ponto importante a ser considerado nessa dinâmica é a cultura organizacional.

“Precisamos ter claro como fortaleceremos os valores e o sentimento de pertencimento dos funcionários em uma relação mais virtual e menos presencial. É uma mudança de paradigma para a qual todos nós devemos estar preparados”, detalha. A tecnologia tornou-se aliada para o retorno aos escritórios para 71% dos ouvidos pela pesquisa que sinalizam a intenção de recorrer soluções tecnológicas, sendo que 33% encaram o tema como prioridade.

A adoção de sensores para indicar em tempo real a qualidade do ar, o nível de temperatura dos funcionários e o volume de ocupação são opções para manter o espaço de trabalho dentro das normas de distanciamento social exigidas para a convivência entre colaboradores, segundo Marcelo Mendes, head de Produtos e Inovação da JLL Technologies. A jornada touchless – isto é, totalmente digital e sem toques – dentro dos escritórios é vista como “importante” ou “muito importante” por quase 68% dos entrevistados.

Em paralelo, para 43% dos respondentes, a maior prioridade no momento é reduzir custos operacionais, e não investir nos espaços existentes. Para Mendes, isso não representa uma contradição. “A tecnologia não pode ser vista como custo, mas sim como um investimento com retorno garantido”, avalia o executivo.

Outra vantagem da implantação de soluções tecnológicas é a geração de dados capazes de embasar tomadas de decisão sobre os espaços corporativos, como planos de expansão ou redução. “Além de cumprir as exigências das novas normas sanitárias, a tecnologia permite que as empresas aprendam mais sobre o comportamento dos funcionários e consigam gerenciar seus portfólios com precisão”, explica Mendes.

Enquanto 85% das empresas ouvidas pela JLL entendem a importância de avaliar seus atuais espaços de trabalho e transformá-los em ambientes mais atrativos, para que funcionem como um hub de relacionamento e construção de conexões, só pouco mais da metade (54%) aproveita a tecnologia e os dados para sustentar as análises.

Mendes reforça que os dados analíticos gerados por meio da tecnologia garantem um melhor uso do ambiente e ajudam as corporações a tomarem decisões mais certeiras em relação à adaptação de seus espaços em momentos de cortar de custos, por exemplo, e por isso não devem ser deixados de lado pelas empresas.

Fonte e mais informações: (https://www.jll.com.br/).

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