Desvios em fundos de pensão têm mesmo DNA do petrolão

O presidente da CPI dos Fundos de Pensão, Efraim Filho (DEM-PB), afirmou ontem (16), que o mesmo modus operandi dos desvios nos cofres da Petrobras, investigados pela Operação Lava Jato, e do escândalo do mensalão, foi utilizado para o aparelhamento, tráfico de influência e desvios de recursos dos fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), Caixa (Funcef), Correios (Postalis) e BB (Previ).

“Os personagens desses escândalos se interligam”, disse o parlamentar, citando especificamente o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, ambos presos pela Lava Jato.
O deputado defendeu a prorrogação em mais de 60 dias do trabalho do colegiado, a contar a partir de 8 de dezembro, para que se esclareça “quem ganhou com esses desmandos e com essa máquina de corrupção dentro do governo, utilizada para financiar um projeto de poder e saquear os cofres públicos”. O requerimento para a prorrogação da CPI já foi aprovado, mas a medida precisa do aval do plenário da Câmara. “O apelo social de nossa CPI junto à sociedade é grande, pois mexe com direitos dos aposentados, viúvas e pensionistas.”
Hoje (17), a CPI ouve o empresário Eike Batista com o intuito de levantar detalhes sobre os aportes financeiros que suas empresas receberam de fundos de pensão. A CPI aprovou também a convocação do ex-gerente de serviços da Petrobras, Pedro Barusco, amanhã (19). Os quatro fundos de pensão investigados pela CPI movimentam cerca de R$ 350 bilhões e Efraim Filho destaca que o déficit dos três fundos geridos por correligionários ligados ao PT – Petros, Funcef e Postalis – é da ordem de R$ 25 bilhões. “O único fundo não gerido por um petista, que é o Previ, é o único não deficitário”, afirma (AE).

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