China ainda é elemento positivo para economia brasileira

O economista Sergio Vale, da MB Associados, disse que a China ainda é um potencial elemento positivo para a economia brasileira – e principalmente para o agronegócio -, apesar da desaceleração do crescimento econômico da nação asiática.

“Crescer 4% atualmente é muito mais do que quando a China crescia 10% ou 12% anos atrás, porque a economia chinesa é maior hoje. Então isso não é um problema no que se refere à demanda por alimentos”, afirmou durante sua participação no fórum promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) na capital gaúcha.
Segundo ele, não se deve ser tão alarmista quando se fala na desaceleração da economia chinesa, até porque o país tem espaço para experimentar mais incremento de renda da população nos próximos anos, o que favorece o consumo. Do lado produtivo, no entanto, é incapaz de ser autossuficiente em commodities agrícolas, embora invista pesado em tecnologia. “É um país que não tem terras como o Brasil tem, não tem água como o Brasil tem, não tem as condições que o Brasil tem. Então a China vai continuar aumentando a demanda por alimentos no mundo, não há escapatória”, avaliou.
Ele também minimizou a possibilidade de a China passar a investir mais na formação de estoques, para depender menos do mercado internacional. “Mesmo se a China estiver se preparando para aumentar estoques, isso poderia ter um impacto de curto prazo, mas no longo prazo a dinâmica de compra se ajustaria”, ponderou (AE).

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