CEO e C-Level: uma análise dos principais critérios na hora da contratação

Ricardo Voltan (*)

Ao falarmos sobre a contratação desses profissionais, o primeiro passo é compreender a real necessidade desta. O empreendedor precisa estar ciente da importância de apostar em um gestor com essa bagagem, ou, como falo, HEAD, para que a startup realmente escale.

A partir desse entendimento, vem as fases que precedem e concluem esse movimento: o desapego, elaboração da proposta, perfil certo (nem tudo são negócios), onde encontrar, geração de matchmaking, entrada e finalmente assumir a cadeira e a gestão da operação. Critérios para trazer um “C” para o time:

1 – Desapego – é o momento que o empresário tem que tomar essa decisão. É a hora de separar o mundo das ideias e dos empreendedores de sucesso. Para contratar um Head desse nível, é preciso que cada empreendedor coloque na mesa a moeda de negociação mais valiosa que ele possui, o Equity/Vesting, e com ele vem agregado o propósito que move a startup, o time atual e a potencialidade do mercado. São esses os pontos chaves que farão a diferença no interesse de entrada desse profissional.

2 – Elaboração da proposta – a proposta precisa ser justa, muito bem elaborada e clara nas entregas. O empreendedor precisa entender que não está entregando sua empresa para esse profissional. O que esse Head busca é a coerência do que está sendo proposto, os itens já citados anteriormente, e um propósito maior para investir seu tempo e rede de relacionamento. Nesse momento, a visão de futuro e a rentabilidade do negócio são de extrema importância para ambos os lados.

3 – Perfil certo – aqui é preciso que o empreendedor entenda exatamente quais são as competências e habilidades necessárias para condução da operação e faça um exercício sobre esses temas a fim de chegar no perfil de profissional que se encaixa para “sentar” nesse cockpit.

4 – A procura pelo profissional – Onde? Essa é a questão chave. É nesse momento que o empreendedor vai descobrir o seu desenvolvimento pessoal, seus movimentos no ecossistema de inovação, conexões e network. Essas são as palavras chave para encontrar esse profissional.

5 – Geração de matchmaking – considerando que o empreendedor conseguiu passar por todas as etapas acima e mapeou as pessoas, o próximo passo é gerar atração. Como viabilizar esse match? Trata-se de algo simples, no entanto, desafiador para os introspectivos.

Todos esses profissionais já estão inseridos no ecossistema, mas seguem buscando conhecimento, network e oportunidades, por também serem investidores anjos. Este aspecto faz que estejam sempre abertos a novas conversas. O essencial, no entanto, é saber abordá-los na hora certa. Na maior parte, o “time” dos encontros será um “pitch de elevador”.

Logo, o empreendedor precisa se questionar sobre seu preparo para apresentar o seu negócio, e propósito, nesse tempo. Será que ele está preparado para motivar alguém em um curto período de espaço? Essa é uma lição crucial para que cada empreendedor não só encontre o seu Head favorito, mas também para geração das mais diversas oportunidades de negócio.

6 – Entrada – agora que o empreendedor conseguiu encontrar e trazer seu head favorito, é a hora de colocar em prática tudo o que aprendeu nas fases anteriores. Deixar que seu mais novo amigo, e conselheiro, traga para a startup todo o sucesso que ela merece e a transforme num “unicórnio”.

Ter um profissional deste calibre na sua startup significa ter a coragem de passar a direção estratégica para uma pessoa com muita experiência, vasto network e que construiu uma carreira de sucesso e sabe como fazer.

Por fim, empreendedor, deixo aqui a minha pergunta: Quanto vale o sucesso do seu negócio?

(*) – É conselheiro pelo IBGC e mentor pelo Inovativa Brasil, IdeiaGov e Goldstreet Venture Capital e investidor anjo na FEA Angels e co-founder do O Board
(https://oboard.com.br/).

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