Cashback ‘bomba’ durante a quarentena

Estudo realizado pela IZIO, empresa que conecta varejo, marcas e indústria ao consumidor, revelou um salto no uso de seu aplicativo de cashback nos últimos três meses. Os dados apontam que, desde maio, a leitura QR Codes de notas fiscais vem aumentando 200% ao mês, mostrando que o brasileiro pode estar, enfim, se rendendo à prática que ainda está longe de ser uma realidade em solo nacional, mas que promete uma bela revisão de hábitos de consumo.  

Segundo a IZIO, o brasileiro ainda engatinha no uso de ferramentas de cashback em comparação aos EUA, onde os cupons de desconto e promoções de cashback ajudam a movimentar a economia há décadas. “Embora a prática aconteça no Brasil há pouco menos de dez anos, percebemos que o brasileiro ainda não tem tão claro para si as diferenças entre cashback e programas de milhagem – no qual se acumulam pontos e não dinheiro, por exemplo”, diz Christian Vincent, CEO da IZIO. 

Porém, como em diversos segmentos, a pandemia por coronavírus virou essa realidade de cabeça para baixo. “Além do aumento brusco na leitura de notas fiscais, temos observado uma alta crescente no número de novos usuários da plataforma. Os downloads subiram 36% de maio para junho e 121% de junho a julho, justamente o período em que a quarentena começou a dar sinais de que se estenderia por mais tempo”, destaca o CEO. 

Já sob o ponto de vista do varejista, o estudo da IZIO mostra um potencial imenso de geração de vendas para o varejo em geral a partir de campanhas de cashback: para cada nova ida ao estabelecimento para comprar com recebidos de cashback – neste caso, em rede fechada e não para saque, o consumidor gasta, em média, 10x a mais do que o valor acumulado em sua carteira digital.

Se afunilarmos a leitura para o segmento de supermercados, esse total sobe para 20x. No quesito perfil do consumidor, os dados da IZIO revelam, ainda, que mulheres jovens são as maiores entusiastas de ferramentas de cashback, respondendo por 58% do total de consumidores – sendo esse um dado que fornece uma leitura muito importante para marketing de varejo.

Já que falarmos em faixa etária, com clientes de até 21 anos  63% são mulheres e 37%, homens. Por outro lado, acima dos 62 anos essa diferença cai para 55% mulheres e 45% homens.  Quanto à localização desses consumidores que estão apostando em ter parte do dinheiro de volta, a pesquisa indica que eles se concentram principalmente nas cidades de São Paulo, com 53% das leituras e Rio de Janeiro com 22%.

“Nossa interpretação sobre esses dados regionais diz que, uma vez que São Paulo é nacionalmente reconhecida por ter a população mais “early adopter” do Brasil, essa concentração faz sentido, além de indicar um cenário positivo para o varejo que ainda não se decidiu se trabalha com cashback ou não. Por outro lado, a grande diferença entre São Paulo e Rio de Janeiro pode revelar uma oportunidade para o varejo carioca no sentido de modernizar seu relacionamento com o cliente”, comenta Christian Vincent.  

Outro estudo, recentemente publicado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), corrobora as conclusões da IZIO. Segundo o relatório “Panorama dos meios de pagamento no varejo brasileiro”, a pandemia por coronavírus provocou uma aceleração no uso de apps de cashback, que saltou de 17% para 25% no cenário nacional.

Cupons de descontos e programas de fidelidade mantiveram índices semelhantes aos da edição anterior do estudo (31% e 22%, respectivamente).  “Os números da SBVC reforçam nossa percepção a respeito do mercado:  a prática de cashback ainda não foi totalmente adotada pelo brasileiro e tem muito espaço para ganhar cada vez mais adeptos.

Ainda, a quarentena que estamos vivendo há cerca de cinco meses – e que não tem data para acabar, o crescente desemprego e os processos de redução salarial motivam o consumidor a buscar alternativas e conhecer opções que lhe tragam retorno financeiro. Assim, entendemos que essa ferramenta, se aplicada massivamente ao varejo nacional, tem um potencial exponencial de crescimento e deve ser considerada pelo varejista que quer incrementar suas vendas.

A partir desses dados que levantamos, posso dizer que é apenas questão de tempo para que essa cultura seja adotada em larga escala”, conclui o executivo.  Fonte e mais informaçõs: (https://izio.com.br/).

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