A confiança nos negócios e as prioridades de recuperação pós-pandemia no Brasil

Qual é o impacto da COVID-19 na confiança empresarial? E quais são as estratégias de recuperação que as empresas estão priorizando em resposta à pandemia? Durante o mês de julho, a Robert Half, empresa de recrutamento especializado, entrevistou mais de 1.500 executivos para compreender como eles estão reagindo a esse período sem precedentes de mudanças econômicas.

O impacto da COVID-19 nos negócios está longe de ser uniforme – Enquanto 42% dos entrevistados indicaram que a COVID-19 impactou negativamente a confiança nos negócios, 25% sentem que a pandemia está gerando um efeito positivo e 33% não enxergam impacto algum – evidência da variação das consequências da crise em diferentes setores.

Entre os cinco países que fizeram parte da pesquisa da Robert Half, o Brasil revelou o maior grau de percepção de impacto negativo (58%), seguido pelo Reino Unido e Bélgica. Na França e na Alemanha, por outro lado, a maioria dos entrevistados indicaram que o impacto da pandemia nos negócios foi neutro.

Prioridades de recuperação pós-COVID-19 – A pesquisa revelou que o atual clima econômico, a redução das oportunidades de negócios e as considerações sobre reestruturação são os fatores que mais impactam a confiança dos negócios até o final de 2020. Muitas empresas, por outro lado, estão rapidamente desenvolvendo suas operações e produtos/serviços em resposta à “nova realidade” provocada pela pandemia.

No Brasil, as três principais prioridades de recuperação, na visão dos Diretores de Tecnologia (CIOs), são segurança da informação e proteção de dados, redução de custos e automação, além da inovação e investimento em novas tecnologias. Para os Diretores Financeiros (CFOs), as prioridades de recuperação incluem redução de custos, automação de processos financeiros e iniciativas de transformação digital.
Os Diretores Gerais, entretanto, estão focados no incremento da eficiência, no aumento da produtividade e na identificação de oportunidades de crescimento.

Pontos de destaque: Oportunidades estão aí – Noventa e dois por cento (92%) dos executivos entrevistados visualizam boas oportunidades geradas pela pandemia. A transformação digital está no topo, com 41% dos executivos priorizando esses esforços, entre outras mudanças positivas, como o aprimoramento das funcionalidades de e-commerce (31%), redesenho dos papéis de trabalho (29%) e adoção de novos modelos de negócios (28%).

No entanto, os entrevistados também indicaram que esses avanços em inovação, induzidos pela pandemia, foram bastante desafiadores. Os executivos ressaltaram o conturbado clima dos negócios (52%), além do sentimento de sobrecarga causado por orçamentos insuficientes e/ou burocracia excessiva (48%) entre as principais barreiras que os impedem de investir ainda mais em inovação.

As empresas seguem contratando – Setenta e cinco por cento (75%) das empresas entrevistadas realizaram contratações e/ou integraram remotamente uma nova equipe durante a quarentena. Entrevistas por vídeo e o encurtamento dos processos de contratação foram as mudanças no processo de recrutamento mais comuns nos últimos meses. Entre as companhias que contrataram remotamente, 88% ainda planejam contratar colaboradores, em tempo integral ou temporário, até o final de dezembro.

Entre alguns dos setores que contrataram durante a pandemia e seguem recrutando profissionais estão saúde, tecnologia, e-commerce e agronegócio. Além disso, 86% dos entrevistados indicaram que quando voltarem a contratar, seus negócios estarão mais abertos às contratações de fora de seus mercados, assim como funcionários trabalhando remotamente – evidência da importância que o home office representa para gestores e colaboradores, assim como para contratações e perspectivas de retenção de colaboradores.

A recuperação e o anseio por planos de recrutamento inteligentes e flexíveis – “Agilidade comercial, uso de novas tecnologias, planejamento efetivo e gerenciamento de riscos seguirão sendo vitais nos próximos meses para a recuperação pós-COVID-19, ressalta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. “É importante determinar quais projetos terão prioridade e conduzir uma auditoria de habilidades para verificar se os recursos disponíveis em sua equipe estão preparados e com as capacidades necessárias para atingir seus novos objetivos.

As competências essenciais para o crescimento do seu negócio podem ter mudado durante a pandemia, então o momento é estratégico para repensar papéis de trabalho, aprimorar as habilidades dos atuais profissionais e/ou considerar novas combinações de funcionários permanentes ou contratados para projetos, a fim de construir um plano de recrutamento inteligente e flexível para impulsionar sua recuperação pós-COVID-19”.

Fonte e mais informações: (https://www.roberthalf.com.br/blog).

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