Os russos estão chegando

Heródoto Barbeiro (*)

O líder russo é considerado autoritário e autocrata. Não admite opositores.

Os suspeitos são acusados de traição, envenenados ou enviados para campos de concentração na Sibéria. Está no poder há mais de uma década e ninguém sabe quando será substituído. Tudo é decidido pelo partido. Não há perspectiva sobre liberdades individuais, de expressão ou de imprensa.

Ele é criticado pela mídia ocidental e é acusado de querer estender seu poder em toda região da Europa Oriental. O Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, junta seus aliados europeus na aliança militar da OTAN. A imagem dos russos é de um povo agressivo, que não respeita os seus vizinhos e tem um plano imperialista que se estende do Mar Negro até a fronteira da Ucrânia.

Os dois líderes, americano e russo, trocam acusações e dizem que uma guerra é inevitável. Há os que acreditam ainda nas diplomacias, que a disputa pela hegemonia mundial pode ser negociada com uma área de influência para cada uma das potências. Há um terceiro personagem governado por um ditador e que se coloca contra o que chamam de imperialismo americano, a China.

Rússia e China têm governos autocráticos. As desavenças entre americanos e russos ficam cada vez mais acentuadas. Há em curso uma guerra de acusações de lado a lado e o mundo se assusta com um possível conflito entre as duas grandes superpotências. O cenário é a Organização das Nações Unidas que vive dos interesses geopolíticos dos americanos e russos.

As embaixadas desses países são acusadas de sediar nichos de espiões e constantemente embaixadores e funcionários são expulsos. Ou por que são acusados de violar as regras locais ou apenas uma represália pela expulsão de um funcionário consular. O departamento de estado norte americano alerta que os russos se armam constantemente e tem como alvo invadir países vizinhos.

O líder russo é criticado pela mídia ocidental e é acusado de querer estender seu poder em toda região da Europa Oriental. O Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, junta seus aliados europeus na aliança militar da OTAN. A imagem dos russos é de um povo agressivo, que não respeita os seus vizinhos e tem um plano imperialista e para isso junta os seus aliados no Pacto de Varsóvia.

A Ucrânia também é motivo de disputa geopolítica. Ela tem o apoio do Brasil para ocupar uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU. Os russos são contra. Querem a Índia. O governo americano pressiona o Brasil e acusa os russos de intromissão nos assuntos da América Latina, uma área considerada estratégica para os interesses dos Estados Unidos. A decisão está nas mãos do presidente militar brasileiro. A guerra fria não deixa espaço, os que não estão comigo, estão comigo.

Pressionado, Dutra articula para que a justiça eleitoral casse o mandato do Partido Comunista Brasileiro acusado de violar a cláusula de democracia e ser aliado da União Soviética. Daí para o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países é apenas um passo. Eurico Gaspar Dutra rompe com a União Soviética, em 1947, sob o pretexto que está interferindo na política interna brasileira ao apoiar os comunistas.

O ditador Josef Stalin critica asperamente o Brasil que se alinha ao lado dos Estados Unidos no conturbado mundo pós segunda guerra mundial e cenário da Guerra Fria. O reatamento entre os dois países só ocorre no governo parlamentar de João Goulart, em 1961, e o primeiro ministro Tancredo Neves garante que o Brasil vai continuar sendo democrático e cristão.

(*) – É jornalista do R7, Record News e Nova Brasil fm. Palestras e Midia Training (www.herodoto.com.br).

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