
Especialista em recrutamento aponta os erros mais comuns cometidos por candidatos e dá dicas práticas para se destacar nas entrevistas
No mercado de trabalho cada vez mais competitivo, conquistar uma vaga vai muito além de ter um bom currículo. A preparação para a entrevista é um dos principais fatores que definem o sucesso de um candidato. Segundo uma pesquisa da RecruitBPM, 47% dos recrutadores descartam candidatos por não conhecerem bem a empresa, um sinal claro de falta de preparo.
Para Paulo Lázari, CEO da plataforma de recrutamento Recrutei, os motivos que levam à reprovação vão além do que parece na superfície. “Muitos profissionais muitas vezes são eliminados por falta de preparo e compreensão sobre a empresa, o entrevistador ou as demandas da função. Para se destacar, o candidato deve pesquisar sobre o negócio, apresentar com objetividade suas experiências e demonstrar autoconhecimento, mantendo alinhamento entre o currículo e o que comunica na entrevista”, afirma.
Com base em sua experiência, Lazari identificou seis erros comuns cometidos pelos candidatos em processos seletivos, e que podem ser evitados com atitudes simples, mas estratégicas:
- Falta de preparo sobre a empresa – Chegar à entrevista sem saber o que a empresa faz ou seus valores transmite desinteresse. Pesquise o site, o LinkedIn da empresa e dos entrevistadores, e leia notícias recentes. Isso mostra maturidade e alinhamento com a cultura.
- Dificuldade em explicar experiências anteriores – Listar tarefas sem contexto ou resultados gera um discurso genérico. Use métodos como CAR ou STAR para estruturar as falas e quantifique resultados. Pratique como se estivesse contando uma história.
- Respostas fracas a perguntas comportamentais – Improvisar respostas sobre desafios, conflitos ou erros pode soar vago. Tenha histórias preparadas e use o método STAR. O mais importante é mostrar o que aprendeu com essas situações.
- Falta de autoconhecimento – Clichês como “sou perfeccionista” não convencem. Busque feedbacks, faça testes comportamentais e escolha exemplos reais. Para pontos fracos, cite algo que já está sendo trabalhado.
- Incoerência entre currículo e discurso – Se o que está no papel não é sustentado com exemplos reais, isso gera desconfiança. Revise o currículo e garanta que cada ponto tenha uma história concreta por trás. Menos é mais.
- Não fazer perguntas ao final da entrevista – Dizer que não tem dúvidas pode parecer desinteresse. Prepare perguntas sobre os desafios do cargo ou as expectativas da função. Isso demonstra curiosidade e profissionalismo.
Segundo um relatório do NBER e estudos de Harvard, Boston College e Michigan, habilidades como comunicação, pensamento crítico e adaptabilidade são essenciais e impactam produtividade e retenção, com retorno de 250% em investimentos dessas capacitações. “É importante lembrar que a entrevista é uma via de mão dupla. O candidato também deve avaliar se a empresa é o lugar certo para ele. Por isso, é fundamental estar preparado e saber se comunicar de forma clara e objetiva”, finaliza Lazari.
