Renovar e entusiasmar para o Bem

Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Situações ruins acontecem. Vamos contabilizando perdas neste Brasil descuidado que está desperdiçando sua beleza natural.

Estamos muito abaixo do que potencialmente poderíamos ser se contássemos com uma classe política séria e uma população melhor preparada para a vida. Falta educação e preparo adequado na pátria deseducada, com pessoas desorientadas, sem propósitos, sem saber o que fazer com a própria vida cujo significado desconhecem, nem se esforçam para se esclarecerem.

No país do carnaval, impera o maquiavelismo. Os fins justificam os meios. Que se dane o país e a população. A classe política tem seus interesses e objetivos, o resto não lhes interessa. Enfrentamos a maior crise humana e moral que o país já viveu. Estamos permitindo que as drogas, a começar pelo excesso de bebida alcoólica e a popularização dos maus costumes, contaminem as novas gerações já na pré-adolescência. Que futuro poderemos ter?

O nosso envolvimento emocional é complicado, mas temos de ter a clareza e a coragem de nos afastarmos, de deixar de sermos doadores para aqueles que nada de bom oferecem. A república veio sem preparo. Os improvisos perduraram ao longo do tempo. Nos Estados Unidos tudo tem sido mais simples, com a permanência de cada partido por oito anos no poder tentando fazer um bom governo para o povo. Deveríamos fazer o mesmo para que o poder não subisse à cabeça.

Reconstrução e renovação requerem a participação de todos, e que os governantes não tenham como prioridade o resultado da próxima eleição, buscando o equilíbrio das contas. No entanto, não basta bom relacionamento político. Temos de resolver os problemas internos e o bom entrosamento, cobrar mais seriedade da classe política, e solucionar os problemas gerados pela globalização, que evidenciaram as fragilidades dos fracos e despreparados.

Capitalismo, socialismo ou poder da religião, são sistemas resultantes da atividade humana egocêntrica. O que há de comum entre eles é a ausência da busca de um modo de vida condigno para todos que se esforçam através do movimento certo para gerar boa qualidade de vida, o que logicamente incluiria o equilíbrio com a natureza e o meio ambiente.

As pessoas fazem um grande esforço intelectivo para atender seus desejos na vida. Trabalham, brigam, se sacrificam por algum objetivo. Namoram, casam, têm filhos, viajam. Os anos vão passando. Com a vida vazia e áspera, e a falta de amor, sobrevém o cansaço. Assim vão vivendo, sem perceber que o mais importante está esquecido, ou seja, procurar compreender o significado da vida. De onde viemos? Para onde vamos? Qual a razão do trágico desencaminhamento da humanidade?

Em dezembro, especiais irradiações do Amor Divino descem para a Criação para despertar e fortalecer o adormecido espírito humano, para que a generosidade espiritual possa humanizar os atos do raciocínio terreno, trazendo a paz e a alegria para a humanidade.

As festas de final de ano devem ser comemoradas de forma permanente, por todos nós, acendendo dia a dia a chama do entusiasmo para o bem na conquista de um novo ciclo repleto de saúde, sabedoria, realizações beneficiadoras, enfim, de felicidade.

(*) – É graduado pela FEA/USP, realiza palestras sobre qualidade de vida. Coordena os sites (www.vidaeaprendizado.com.br) e (www.library.com.br). Autor de: Conversando com o homem sábio; Nola – o manuscrito que abalou o mundo; O segredo de Darwin; 2012…e depois?; Desenvolvimento Humano; e O Homem Sábio e os Jovens ([email protected]).

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