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Parada para hidratação no futebol: o que a ciência recomenda durante o intervalo de uma partida?

em Artigos
quarta-feira, 01 de julho de 2026

Entre a publicidade e a ciência da hidratação
Durante uma partida de futebol, em condições de calor intenso, a hidratação torna-se uma necessidade fisiológica fundamental. Em grandes competições esportivas, as pausas para hidratação recebem ampla cobertura da mídia e frequentemente são associadas a bebidas esportivas. Mas uma pergunta merece atenção: qual é, de fato, a melhor opção para um atleta se hidratar durante o jogo?
A resposta depende da duração e intensidade do esforço, das condições ambientais e das características do atleta.

O que o corpo perde durante uma partida?
Ao longo dos 90 minutos de jogo, um atleta pode perder quantidades significativas de água pelo suor. O organismo também perde eletrólitos, principalmente sódio, potássio e cloreto.
Essas perdas afetam o controle da temperatura corporal, a função muscular, a capacidade de concentração e o desempenho físico.

Água é suficiente?
Para muitas pessoas que praticam atividade física recreativa, a água é suficiente para repor as perdas hídricas. Entretanto, em atividades prolongadas e de alta intensidade, como uma partida competitiva de futebol, a reposição exclusiva de água pode não ser a estratégia ideal. Isso ocorre porque o atleta não perde apenas líquidos, mas também eletrólitos e reservas energéticas.
Durante o exercício intenso, o organismo utiliza glicose como importante fonte de energia. Por isso, bebidas com carboidratos podem ajudar a retardar a fadiga e sustentar o desempenho físico.
A reposição de eletrólitos, especialmente sódio, contribui para o equilíbrio hídrico e a retenção de líquidos.

Então, qual é a melhor estratégia?
Não existe uma bebida perfeita para todas as situações. Em atividades leves ou moderadas, a água costuma ser suficiente. Em exercícios intensos com duração superior a uma hora, a reposição de eletrólitos passa a ser recomendada. Já em situações de esforço prolongado associado a grande perda de suor, bebidas contendo água, eletrólitos e quantidades moderadas de carboidratos podem oferecer vantagens em relação à água isoladamente.

Ciência ou marketing?
É preciso reconhecer a eficiência da estratégia de marketing da Coca-Cola nesta Copa do Mundo. Em poucos segundos de transmissão, a empresa conseguiu associar sua bebida esportiva a conceitos como hidratação, desempenho e recuperação física. É uma demonstração clara do poder da comunicação e da construção de marcas.
Mas, para além da publicidade, fica uma reflexão interessante: quando vemos um atleta consumindo determinado produto, estamos observando uma recomendação científica ou uma estratégia de marketing?
Por isso, mais importante do que saber qual bebida aparece nas câmeras é compreender o que a ciência tem a dizer sobre hidratação, desempenho e saúde.

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Rosângela Demetrio: Consultora em avaliação de egressos e indicadores da Pós-Graduação, jornalista e doutora em Ciências pela Unifesp. Divulgação científica na área da Saúde. Revisão de textos e formatação de teses.

E-mail:  [email protected]

LinkedIn:   https://www.linkedin.com/in/rosangela-demetrio-7a422896/

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