Os impactos de uma gestão respaldada por pilares humanizados

João Arcalá (*)

O motor de uma empresa, seja ela grande, média ou pequena, são as pessoas.

Até mesmo as que fornecem tecnologia tem como seu principal ativo as pessoas que ali trabalham. São elas que criam produtos e desenvolvem soluções que resolvem as dores dos clientes.

É por isso que desenvolver um modelo de gestão humanizado, que leva em consideração o bem-estar dos profissionais, é tão importante e necessário para o sucesso das organizações, afinal essa prática é muito relevante para a perpetuidade das empresas.

Mas o que de fato é gestão humanizada? Este conceito pressupõe entender que as pessoas estão no centro das decisões. Por isso, ouvi-las e trabalhar continuamente para criar as melhores condições para que desempenhem o seu papel da melhor forma e estejam satisfeitas e felizes é a principal “ferramenta” para a gestão humanizada.

Cuidar das pessoas e respaldá-las a serem sua versão mais potente é o que direciona a capacidade de uma empresa crescer rapidamente e entregar soluções relevantes para o seu mercado de atuação. Até porque se a companhia cuida das pessoas que trabalham ali, elas também terão maior interesse em cuidar do negócio.

Logo no começo da pandemia passamos por uma experiência incrivelmente desafiadora, vendo todos os nossos clientes desesperados por uma alternativa que pudesse ajudar a salvar seus restaurantes. Em menos de uma semana nosso time colocou uma solução nova no ar e todos os profissionais (de desenvolvedores aos especialistas de RH) participaram da sua implantação.

Em poucos dias, isso transformou toda a nossa história e permitiu ultrapassarmos a crise e sair muito mais fortes do ponto de vista financeiro. Tudo isso não teria acontecido se não tivéssemos um time extremamente conectado com nosso propósito e que acreditasse nos pilares de uma gestão humanizada.

É verdade que todos estamos aprendendo sobre este novo momento do mundo, afinal passamos por uma fase que nos forçou a aprofundar o entendimento sobre competências socioemocionais. Por isso é necessário que as lideranças das organizações estejam preparadas para identificar os desafios “emocionais” que as pessoas carregam e, assim, construir sistemas de gestão que levem este elemento em conta.

Um exemplo claro é sobre como estamos percebendo que a jornada de trabalho tradicional (muitas vezes inflexível e presencial) não é o fundamento que promove a geração de resultados. A humanização de uma gestão é capaz ainda de aumentar o nível de satisfação do time com a atividade desempenhada na empresa e com a organização. Trabalhando melhor, a tendência é que as conquistas sejam mais expressivas e que as pessoas impactem positivamente a lucratividade da companhia.

A satisfação também diminui os problemas de rotatividade, o que nos leva a falar de outro benefício importante da gestão humanizada: o engajamento de pessoas talentosas. Gerir os profissionais de uma forma mais empática, respeitando seus desejos e oferecendo condições de trabalho que proporcionem mais qualidade de vida, aumenta a chance deles se sentirem parte do todo e com isso, queiram batalhar junto com a empresa.

A verdade é que hoje a gestão que ouve atentamente os anseios das pessoas consegue trazer resultados realmente impactantes no mercado. Ao se preocupar com a motivação, a satisfação e o bem-estar do colaborador, ele exercerá suas funções com mais empenho e, consequentemente, será mais feliz e com isso todos ganham.

(*) – Engenheiro formado nas universidades Unesp e Unicamp, é co-fundador e CFO & Head of People da Goomer (www.goomer.com.br).

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