Inovação é a criatividade que dá lucro

Roberto Barretto de Carvalho (*)

Cresce o número de empresas que, por conta das dificuldades enfrentadas pela crise financeira, opta por encerrar as atividades.

O empresário, o empreendedor certamente deve procurar novos caminhos, tentar inovar, fazer ajustes no seu planejamento estratégico para que ele possa superar a crise. Para sobreviver a crise, o ideal é ser criativo, se informar; é importante que se parta para outro desafio, com novas propostas e ajustar o planejamento estratégico. Colocar inovações na empresa para que, fazendo coisas diferentes, receba resultados diferentes.
Muitas pessoas são criativas, mas pouquíssimas são inovadoras. Inovação é algo completamente “artístico”.

Muitas pessoas desinformadas estão banalizando essa palavra, dizendo frases como: “Na minha empresa inovamos todos os dias”. Muitos confundem Inovação com Criatividade. Por exemplo, se você cria um pequeno robô que na hora do futebol, enquanto você está sentado no sofá ele vai até a geladeira, pega uma bebida e leva até você, isso é muito criativo, mas não é necessariamente uma Inovação. Mas se você criar vários robôs e coloca-os à venda e consegue vendê-los, ai sim, é uma Inovação. Ou seja, Inovação é a Criatividade que dá lucro!

Entre os maiores bens de uma empresa, destaco dois: a sua credibilidade e o seu capital intelectual. A força da empresa está diretamente ligada ao número de funcionários capacitados a produzir conhecimento. Neste ambiente que estou relatando, a captação de dados torna-se a grande e poderosa ferramenta na produção do capital intelectual. Cercada pelas pessoas certas, com treinamentos e reciclagens constantes para os funcionários, qualquer empresa estará bem encaminhada.

Além da credibilidade e do capital intelectual, o empresário deve ter espírito empreendedor, isto é, se adaptar as mudanças do mercado e da economia, usando sua criatividade para manter sua empresa com boa saúde financeira e também inovadora. Porém, na realidade existem muitos empresários que não possuem espírito empreendedor. Tornaram-se empresários por circunstâncias da vida. uando se abre um empreendimento é importante saber que o cenário político, econômico e social muda o tempo inteiro.

Quando fundei o Centro de Idiomas Brasillis em 1992, não havia internet, não se falava em terceirização, quarteirização, globalização, etc… Hoje 25 anos depois o mundo possui um cenário completamente diferente e não é inteligente o empresário achar que fazendo a mesma coisa, o seu resultado vai ser igual em mundos e cenários diferentes. O empresário que começa um planejamento estratégico bacana para sua empresa, mas não vai ajustando ele ao longo dos anos, está fadado a matar esse empreendimento lá na frente.

É importante ter um grande planejamento estratégico mas saber fazer a leitura dos cenários, para que o sucesso tenha continuidade. O empresário tem que fazer o planejamento estratégico da empresa focado nas informações do país, mas colocando a responsabilidade maior no seu esforço, a partir de seus objetivos. Acreditar em promessas de governantes de redução de impostos e incentivos só vai fazer a sua empresa perder tempo e não investir no que tem que investir.

(*) – Diretor do Brasillis idiomas, é Administrador de Empresas, palestrante e consultor de empresas. Autor dos livros de gestão empresarial ‘Salve-se quem Souber’ e ‘Enxergando o Óbvio’.

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