Como o e-commerce se tornou caminho de vendas para as empresas

Ivan Cavilha (*)

A pandemia de Covid-19 provocou inúmeras mudanças em nossa sociedade, que podem ser acompanhadas dia após dia.

No início, quando todos tiveram que se adaptar ao isolamento social, passaram a utilizar ainda mais a internet para realizar suas compras. O relatório da Mastercard SpendingPulse, um indicador de vendas no varejo, mostra que o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 75% em 2020 se comparado ao ano anterior, o que se deu, sobretudo, após o início da quarentena.

Além de compras de objetos, as pessoas começaram a ter mais confiança para investir em alimentos, roupas, calçados e, inclusive, óculos pelas vendas do e-commerce. Segundo a pesquisa Webshoppers 43, realizada pela consultoria Ebit/Nielsen em parceria com o Bexs Banco, o e-commerce ganhou novos 13 milhões de consumidores no ano passado. Com isso, o total de clientes acostumados com compras online saltou 29% em relação a 2019.

Com esse crescimento exponencial, muitas marcas passaram a investir neste ramo, pois é inegável o quanto o e-commerce ajuda as empresas a alcançarem seus consumidores. Além da grande vantagem do contato direto com os clientes, as vendas online também facilitam o feedback. Desta forma, é possível entender quais são os pontos de melhoria e entregar soluções cada vez mais assertivas e eficazes.
Mas se engana quem acha que o e-commerce não enfrenta desafios!

Atualmente, o maior obstáculo das vendas virtuais é gerar experiências positivas e marcantes na jornada de compra dos consumidores. Para isso, o uso da inteligência artificial chega para melhorar a qualidade do atendimento. No setor óptico, por exemplo, a tecnologia permite a experimentação dos acessórios de forma virtual, permitindo a compra de óculos totalmente customizados para cada estrutura de nariz. Isso é fantástico!

Além disso, entregar um atendimento humanizado pode fazer toda a diferença para o seu negócio, mas é preciso compreender que não adianta apenas colocar um link de WhatsApp no site e levar para uma conversa com um robô. É importante que as empresas invistam em um time engajado para sanar as dúvidas e auxiliar os clientes de maneira clara, rápida e eficaz. As redes sociais também podem ser consideradas grandes aliadas do e-commerce.

O WhatsApp e o Instagram, que foram apontados como os aplicativos mais populares entre os brasileiros na segunda edição do Global Pre-Paid Index (GPI), são utilizados com frequência pelas marcas para o contato com seus clientes. Seja para realizar um pedido, enviar um feedback ou divulgar os produtos, as redes sociais são ferramentas indispensáveis para quem deseja atrair a atenção do público.

Mas muita atenção: se você deseja investir no e-commerce, é muito importante contar com a ajuda de profissionais que tenham experiência na construção e gestão de projetos direcionados ao online. Isso te ajudará a economizar tempo, energia e recursos, além de gerar resultados mais efetivos. Você precisará trabalhar para atrair a atenção dos consumidores, pois uma loja só sobrevive se tiver clientes.

Também é necessário pensar em ações estratégicas, como investir em influenciadores, proporcionar boa navegabilidade, experiência do consumidor, mídia paga, entre outras. Sem dúvida alguma, apostar em ações para garantir uma boa experiência de compra sempre será um excelente investimento.

(*) – Formado em Gestão de Marketing, com MBA em Administração de Negócios pela ESPM, foi responsável pelo desenvolvimento da startup Absurda e gestor comercial do canal óptico da Chilli Beans. É fundador e CEO da Yoface.

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