A valorização do colaborador dentro das empresas

Danilo Tamelini (*)

Antigamente, a relação das pessoas com o trabalho estava baseada apenas na troca de árduos esforços por dinheiro.

Era uma questão de sobrevivência além de ser uma atividade direcionada unicamente ao gênero masculino, já que havia uma visão de que o homem era sempre o provedor da casa. A mudança desse modelo iniciou-se a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, quando modificaram-se as condições de vida dos trabalhadores e as relações sociais e econômicas no meio urbano – influenciando na perspectiva e ambição de cada um deles

Hoje, essa relação se transformou muito e está muito mais atualizada. Temos pelo menos quatro ou cinco gerações (Baby Boomers, X, Y – ou Millennials – e a Z) dividindo-se no mercado de trabalho. Entretanto, é perceptível o choque entre elas de seus ideais e percepções. Diferente do passado, quando o trabalhador fazia carreira apenas em uma única empresa, em que o regime de trabalho CLT era um desejo em comum, o trabalho quase sempre era formal, e a maioria seguia os mesmos padrões de vestimentas e modelo do trabalho.

Agora, vivenciamos um momento no qual existe um equilíbrio entre interesses de empresas e de colaboradores. As novas gerações passaram a exigir locais mais sustentáveis de trabalho, principalmente do ponto de vista psicológico. Buscam flexibilidade de burocracias e formalidades, reconhecimento, satisfação e preocupam-se muito mais com valores individuais e sociais.

Do lado das empresas, houve a necessidade de ajustar sua cultura e oferecer benefícios atualizados para se mostrarem competitivas no mercado. Finalmente, me parece que essa relação entre empresa e colaborador está ficando cada vez mais justa. Por exemplo, no dia-a-dia eu vejo que uma empresa que oferece um pacote de benefícios atrativos, consegue atrair e reter talentos muito mais do que outras empresas tradicionais ou que ainda não se atentaram a essa transformação.

Um exemplo disso está no próprio benefício do transporte: oferecer múltiplas formas de locomoção, como por exemplo, o fretamento corporativo, transmite ao colaborador uma sensação de bem-estar e reconhecimento. A longo prazo, isso transforma-se em produtividade e satisfação, afinal, ele não precisa dirigir ou utilizar opções de transporte públicos.

A solução de fretamento corporativo também oferece benefícios às cidades, ao eliminar menor quantidade de emissão de CO² e segundo o Inventário de emissões atmosféricas do transporte rodoviário de passageiros no município de São Paulo, produzido pelo Instituto e Meio Ambiente , as emissões de poluentes altamente oxidantes são quatro vezes maiores em carros (18,5 mg) do que nos ônibus (4,9 mg). Isso significa que os automóveis emitem cerca de 71% de poluentes na cidade, contra 25% em ônibus.

Acredito que, embora o mercado de trabalho e o interesse dos colaboradores estejam em constante transformação, é papel do RH e dos líderes das empresas acompanhar esse movimento. Precisamos valorizar os colaboradores, afinal são a peça-chave das empresas, inclusive, tendo em vista essa mistura de gerações.

É preciso atentar-se, questionar-se e começar a fazer essas mudanças e inovações. Buscar recursos tecnológicos, participar de atividades de interesses sociais e globais de forma genuína. Principalmente: é preciso valorizar e capacitar os funcionários, afinal, um colaborador satisfeito reflete uma empresa saudável e uma sociedade mais equilibrada.

(*) – Formado em administração de empresas pela Trevisan Escola de Negócios, pós USP em administração de serviços, é co-fundador e Presidente LATAM da Busup, que oferece um inovador serviço de gestão em fretamento de ônibus.

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