A revolução tecnológica no mercado financeiro

Gabriela Barreto (*)

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) mudaram a relação entre as pessoas no mundo dos negócios.

As técnicas disruptivas seguem alterando conceitos e práticas de relações, fazendo surgir novos produtos e serviços no mercado. Recursos e soluções tecnológicas que revolucionam os mercados financeiro e de capitais têm recebido investimentos cada vez mais crescentes.

Dados e documentos em nuvens, moedas digitais, bancos digitais, fintechs (startups de finanças), open banking (sistema financeiro aberto), investimentos e financiamentos podem ser acessados com um clique, tudo de forma rápida, acessível, segura e confiável. Será?

Rapidez realmente não têm como negar, mas segurança e confiabilidade ainda estão um pouco aquém do necessário e desejável. Neste contexto, a segurança da informação se mostra fragilizada quando usuários, pessoas que utilizam os smartphones para fazer negócios, desconhecem detalhes de segurança cibernética, como a realização de backups e o uso de senhas mais fortes.

Uns confiam demais e outros nem tanto. Os riscos se apresentam para quem não conhece bem o assunto. Além de outras razões, a necessidade de ter acesso a serviços de forma mais rápida foi um os fatores que pesou para que parte da população migrasse para o universo financeiro digital.

Podem ser feitos a abertura de contas, movimentações, investimentos, financiamentos, pagamentos e recebimentos em frações de segundos, por meio de um celular na palma da mão de forma automática. Bancos digitais, pix, criptomoedas, bolsas de valores eletrônicas estão evoluindo a criptoeconomia no mundo.

Nesse sentido, podemos comprar e vender ações a cada segundo, acompanhando em tempo real a valorização e desvalorização de capitais e as movimentações financeiras mundiais. E isso é fantástico para a economia universal. Vale ressaltar que existem algumas aplicações atraentes no mundo, como na China com o Winchet e Alipay.

Na África, o uso dos telefones via satélite para transferência de dinheiro entre quem está nas cidades e quem está nas tribos é um recurso. E o que deve vir por aí? O metaverso para promover maior interatividade, melhorar a comunicação, gerando mais humanidade nas relações com os clientes e proporcionando uma nova e melhor experiência para os usuários.

Finanças descentralizadas que prometem ultrapassar as criptomoedas já que, sem a necessidade de um banco tradicional, qualquer pessoa do mundo que tiver um smartphone com acesso à internet poderá fazer transações financeiras globais, mediante contratos inteligentes de blockchain. Mas não se assuste.

A proposta é melhorar cada vez mais para garantir igualdade de direito às informações e aos negócios, financeiros ou não, a todos, com segurança, rapidez, acessibilidade e transparência de forma natural.

(*) – É professora de contabilidade de custo e gerencial na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio.

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