A importância da meritocracia para o sucesso de uma empresa

Rogério Tosaki (*)

Em momentos de crise, é necessário evitar que o clima desfavorável seja introduzido na rotina da companhia

O sucesso de uma empresa depende de diversos fatores, sendo que envolvimento e entrega de bons resultados por parte de todos os colaboradores que compõem a equipe – independentemente do nível hierárquico – são alguns dos principais. Por isso, descobrir a melhor maneira de desenvolver, estimular e valorizar o time é um grande desafio, uma vez que cada profissional possui suas próprias experiências e motivações.

Neste cenário, a gestão orientada à meritocracia se apresenta como uma das formas mais eficientes de desenvolver e valorizar os colaboradores, permitindo que eles cresçam pessoal e profissionalmente. A oferta de novas experiências é fundamental para o aprendizado e o amadurecimento dos colaboradores. E, as iniciativas baseadas na meritocracia consistem em estimular o desenvolvimento contínuo dos profissionais, por meio da elaboração de desafios factíveis e da recompensa para aqueles que conseguirem alcançar as metas com gratificações, prêmios e promoções.

Mas, para que estas ações tragam os resultados esperados e planejados, é fundamental que as pessoas se engajem na campanha e, principalmente, que haja transparência. Os colaboradores precisam saber exatamente o que é necessário para conquistar seus bônus, quais as regras da campanha, quais os prêmios e como será realizada essa distribuição. A comunicação precisa ser clara, objetiva e tudo deve estar bem alinhado com todos os envolvidos para evitar frustrações. Se o programa envolver possíveis promoções de cargo, é preciso que os colaboradores saibam quais competências necessitam desenvolver e como serão avaliados.

Mesmo quando a campanha está baseada na distribuição de prêmios, o comprometimento dos colaboradores também depende da empresa. Os prêmios precisam ser realmente atraentes e bem distribuídos para que a motivação seja contínua. Um exemplo prático: não adianta apenas oferecer uma super quantia em dinheiro no final do ano. É preferível distribuir quantias menores mensalmente ou até trimestralmente e deixar um bom prêmio para o final da campanha. Desta forma, as pessoas se sentem beneficiadas ao longo do projeto e o engajamento tende a ser maior. Caso contrário, a empresa pode perder credibilidade para futuras ações. Por isso reforço que a peça-chave para um programa de meritocracia bem-sucedido é a transparência entre empresa e colaborador.

Certamente, as campanhas de meritocracia devem ser planejadas de acordo com o perfil de cada empresa e mercado de atuação. Cada companhia deve avaliar qual a melhor maneira de apoiar o desenvolvimento de seus colaboradores e criar um programa de reconhecimento, retenção e recompensa das pessoas que fazem a diferença nos negócios, garantindo assim os resultados e o crescimento constante da organização.

(*) – É CFO da Siscom (www.siscom.com.br).

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