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FIDCs ganham fôlego como alternativa de crédito

em Agronegócio
terça-feira, 28 de outubro de 2025

Instrumentos de crédito estruturado, os FIDCs começam a surfar uma nova fase no Brasil: além das operações clássicas de grandes corporações, crescem os fundos com tíquetes menores, carteiras pulverizadas e foco em nichos até agora pouco explorados, como agronegócio familiar, crédito educacional ou financiamento a startups e franquias de impacto.

“Estamos migrando de uma lógica de grandes investidores para um modelo mais amplo, que conecta crédito estruturado, tecnologia e sustentabilidade. O FIDC deixa de ser instrumento exclusivo e passa a integrar a carteira de quem antes era excluído desse ambiente”, afirma Bruno Lage, sócio‑fundador da gestora Catálise Estruturação e Gestão de Fundos.

Os dados oficiais sustentam a tendência. A Anbima registra que o investimento de pessoas físicas em FIDCs mais que dobrou em 12 meses: passou de R$ 7,40 bilhões em outubro de 2023 para R$ 15,98 bilhões em outubro de 2024 (+115,9%). Ao mesmo tempo, entre janeiro e agosto de 2025 as emissões em FIDCs atingiram R$ 52,4 bilhões, um recorde para o período, com alta de 10,2% frente ao mesmo intervalo de 2024.

A mudança de perfil dos FIDCs acontece, em parte, por avanços regulatórios. Com a entrada em vigor da Resolução CVM 175 em outubro de 2023, esse tipo de fundo pôde ser acessado por investidores pessoa física, não apenas qualificados ou profissionais.