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Consumo de tapioca cresce no Brasil e pressiona indústria a investir em automação

em Agronegócio
terça-feira, 28 de abril de 2026

O aumento do consumo de tapioca vem ajudando a transformar o papel da mandioca na indústria alimentícia brasileira. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), mostram que a produção nacional de fécula atingiu 689,3 mil toneladas em 2024, 10,4% a mais que no ano anterior. Desse total, mais de 640 mil toneladas foram destinadas ao consumo interno, sendo a tapioca umas das principais formas de uso.

No início dos anos 2000, o produto representava cerca de 3% das vendas na indústria de fécula, hoje, já ultrapassa 10%, segundo o Cepea. Além de refletir uma tendência de consumo, impulsionada por dietas sem glúten e pelo apelo de alimentação saudável, esse crescimento também gera um novo desafio para o setor produtivo.

Com a demanda em alta, a indústria passa a lidar com gargalos que vão da colheita (ainda manual em algumas regiões), à padronização, eficiência operacional e segurança alimentar e, com isso, o investimento em automação se torna cada vez mais importante.

Do ponto de vista industrial, para empresas como a Selgron, que desenvolve soluções em automação para a etapa final de produção, o momento é de transformação estrutural do setor. “O crescimento do consumo da tapioca não é mais pontual, ele exige uma indústria preparada para produzir com regularidade, qualidade e rastreabilidade. A automação entra justamente para dar esse suporte e permitir que as empresas acompanhem esse ritmo”, afirma Diogo A. Hank, coordenador de vendas da companhia brasileira.

Franquia de tapioca é grande aposta para investimento em 2021 – Jornal Empresas & Negócios