
Em um cenário de juros elevados e crédito mais caro, os recursos públicos destinados à inovação ganham importância para empresas que pretendem desenvolver novos produtos, processos e tecnologias. Entretanto, dados recentes da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) mostram que a demanda supera muito a oferta e que o acesso aos recursos depende da qualidade e da consistência dos projetos apresentados – apesar do saldo nominal estimado da chamada Finep Mais Inovação Brasil – Cadeias Agroindustriais ser de R$ 258 milhões, as propostas que ainda estavam em avaliação somavam mais de R$ 1,32 bilhão. A demanda correspondia, portanto, a aproximadamente 5,1 vezes o recurso disponível.
Nessa mesma chamada, foram disponibilizados R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis. No último resultado parcial analisado, aproximadamente 14% do orçamento havia sido utilizado, o equivalente a cerca de R$ 42 milhões.
Em setembro de 2026, ainda existem oportunidades do programa Finep Mais Inovação Brasil para apresentação de propostas, mas os resultados já divulgados reforçam que a captação precisa estar integrada ao planejamento da inovação e dos investimentos. Tatiana Fiuza, especialista em inovação, projetos de PD&I e fomento, explica que uma boa ideia não é suficiente. “A proposta precisa demonstrar inovação, relevância tecnológica, impacto e capacidade de execução.”
Inovação no agronegócio vai além da tecnologia | Jornal Empresas & Negócios


