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Inflação: de olho na cesta de alimentos

em Economia
quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Referência certeira para cálculo de inflação, a cesta de alimentos sofre com oscilações de mercado e sazonalidades. Em setembro, o preço dos alimentos básicos voltou a pressionar o orçamento das famílias brasileiras, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subindo 0,82%. Destaque para os alimentos consumidos em casa, com alta de 0,96%. Neste recorte, dentre as principais altas estiveram o preço do tomate (37,76%), batata inglesa (24,07%), cebola (10,14%), arroz (4,56%) e as carnes (0,63%).

Na outra ponta, o preço do frango inteiro (-1,96%) e do frango em pedaços (-1,41%) estiveram entre as principais quedas no grupo. Segundo Leandro Rosadas, economista e especialista em gestão de supermercados, o clima teve forte influência nestas altas, com o frio atrasando a maturação do tomate e as chuvas acima da média prejudicando a colheita da batata e da cebola.

No caso do arroz, o especialista aponta a redução da área plantada e a necessidade de recompor estoques industriais como gatilho para a alta, enquanto para a carne bovina, os preços mais altos foram reflexo da menor oferta de animais para abate com demanda firme.

Para o fechamento de outubro, Rosadas explica que a expectativa é de queda nos preços da batata e da cenoura, enquanto o tomate a e carne devem se manter estáveis, podendo ter uma leve alta. No entanto, o clima pode exercer nova pressão sobre os preços. “O aumento nas chuvas e a consolidação do El Niño a partir de novembro pode antecipar perdas”, pontua o especialista. Por outro lado, a normalização da colheita deve puxar para baixo o preço das hortaliças.