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Brasil ganha espaço na estratégia de México e Chile para ampliar mercado de frutas

em Economia
sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Liderança na produção facilita negócios

O Brasil desponta como um dos principais mercados estratégicos para a expansão das exportações de frutas frescas do México e do Chile. A avaliação foi apresentada durante o painel sobre o panorama do setor de frutas, legumes e verduras dos dois países, realizado na The Brazil Conference & Expo, que reuniu Rubéns Ramirez, country manager da International Fresh Produce Association (IFPA) no México, e Ivan Correa, country manager da entidade no Chile, com moderação de Ivo Tunchel, diretor da Stepac Brasil.

Terceiro maior exportador mundial de frutas frescas, o México movimentou US$ 18,12 bilhões em exportações de frutas, legumes e verduras em 2024. Atualmente, 91% desse volume tem como destino os Estados Unidos, cenário que o país busca modificar diante da redução das importações norte-americanas.

Segundo Ramirez, a diversificação dos mercados tornou-se prioridade, colocando o Brasil entre os parceiros mais promissores da estratégia mexicana. “O México é forte, mas vulnerável por concentrar suas exportações nos Estados Unidos. Estamos buscando ampliar nossa presença no Oriente Médio, Índia, Ásia e também no Brasil. Nossos mercados são complementares: somos o primeiro em hortaliças e o Brasil é o número um na produção de frutas”, afirmou.

O Chile também vê o mercado brasileiro como uma oportunidade para ampliar sua presença na América do Sul. O país possui cerca de 17 mil unidades produtoras e exportou US$ 7,6 bilhões em frutas frescas até maio de 2026, tendo a China e os Estados Unidos como principais destinos, respondendo por 44,6% e 17% do volume total de exportações, respectivamente. As duas frutas com maior participação são as cerejas (21% em volume e 44% em valor) e as maçãs e peras (23% do volume e 11% do valor).

Para Correa, embora o Brasil ainda represente uma participação modesta nas exportações chilenas, o potencial de crescimento é significativo. “O Brasil é um mercado emergente e muito importante para o Chile. Ainda precisamos avançar em questões fitossanitárias, especialmente na digitalização dos processos de certificação, para facilitar e ampliar esse comércio”, destacou.

O hortifruti está assumindo assumir um papel estratégico na promoção da saúde, observou Paulo Everton de Oliveira, gerente comercial de FFLV do Roldão Atacadista. “Precisamos mudar a forma de enxergar o frutas, flores, legumes e verduras (FFLV), que tem sido a porta de entrada para uma alimentação mais saudável e deve oferecer qualidade com preços acessíveis para todas as classes sociais”, afirmou.

O evento contou ainda com o Hub PECEGE (de Piracicaba-SP), que mostrou tecnologias e serviços que contribuem para a evolução do mercado de frutas, flores, legumes, verduras e ovos, e discutiu temas relevantes para o setor, como estratégias de sucessão, desinfecção de alimentos, o papel dos bioinsumos, tecnologias para aumentar eficiência, importância da microbiologia do solo, ações para crescer no mercado e a relevância da nutrição para valorizar o produto. A feira de negócios é a especialista da indústria de Frutas, Flores, Legumes, Verduras e Ovos (FFLVO) da América Latina, destacando ainda um ambiente propício para networking,