A semana começou com uma mudança no cenário que vinha sustentando as cotações internacionais de soja e milho. A melhora das previsões climáticas para as principais regiões produtoras dos Estados Unidos reduziu parte do prêmio de risco incorporado ao mercado nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, o recuo do petróleo, após um alívio nas tensões geopolíticas envolvendo Oriente Médio e Mar Negro, retirou força do mercado de energia, influenciando também commodities ligadas aos biocombustíveis, como o óleo de soja e o milho destinado ao etanol.
“A gente tem uma melhora dos mapas de clima nos Estados Unidos. Era algo que a gente vinha falando muito sobre a volatilidade do mercado climático e como isso poderia trazer um retorno caso a gente visse essas melhoras acontecendo. E, de fato, foi o que aconteceu. Todo esse prêmio de risco acabou arrefecendo um pouco mais e a gente vê o retorno de Chicago novamente”, explica Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro. Segundo ela, a queda ganhou força com a redução das tensões entre Irã e Israel, que derrubou o preço do petróleo e enfraqueceu parte da sustentação que vinha do mercado energético.
