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25 de abril – Dia do Contador – Contadores, apertem os cintos, a Inteligência Artificial chegou. E já decolou rumo ao futuro.

em Manchete Principal
sexta-feira, 24 de abril de 2026

Para Mauricio Frizzarin, da QYON Tecnologia, já vivemos a revolução tecnológica.

Redação

Dos velhos livros escriturados à mão, e relatórios datilografados, ao dashboard — ferramenta que consolida e exibe dados importantes por meio de gráficos, tabelas e indicadores, facilitando de maneira enorme a leitura e interpretação de relatórios operacionais, prontinhos para virar negócios — vai uma distância. Se a isto acrescentarmos a disseminação da Inteligência Artificial (IA), teremos uma espécie de nova profissão. E isto é bom, porque o bom e velho contador hoje é mais versátil, melhor formado e, por isso mesmo, aliado estratégico do board das empresas. No próximo dia 25 de abril comemora-se o Dia do Contador,

Imagine uma corporação com 4.000 empregados emitindo um hollerith para cada um, todo mês, devidamente da-ti-lo-gra-fa-do. Em 2026 nem dá pra pensar nisso mais. Aliás, se perguntarmos aos jovens o que é “datilografado”, de pronto, é provável que uma parte nem saiba do que estamos tratando…

Com todo o respeito aos amantes das Remington e Olivettis, vamos logo aos “finalmente”, pois não há tempo a perder. E esta é a pegada do nosso tempo: sem tempo a perder e, de preferência, com margem de acerto para encher os olhos dos programadores e usuários dos vários softwares, como os 95% de margem que a Qyon entrega em seu software de conciliação bancária, garante o CEO da companhia, Maurício Frizzarin.   

Depois da migração da máquina de escrever para o computador, que marcou sensivelmente empresas e escritórios de serviços, como os de contabilidade, agora vem a IA fazer várias atividades repetitivas, pesquisas, atualização automática e outras funções devidamente programadas.

CRISE e OPORTUNIDADE

Histórias de empresários bem-sucedidos em períodos de crise, enxergando oportunidades, são relativamente comuns no mundo corporativo. A do estudante brasileiro de pós-graduação em Harvard, na deflagração da pandemia (2019), quando ainda estava nos Estados Unidos, com mobilidade restrita devido à crise sanitária da Covid, foi uma delas. Já desenvolvedor de software, Maurício Frizzarin aproveitou a ocasião, abriu sua nova empresa (teve uma outra, a Folhamatic, de perfil similar, vendida em 2014) na América do Norte e daí foi aperfeiçoando o que já conhecia da área e, ao mesmo tempo, criando novas funções aos softwares da Qyon.      

Maurício Frizzarin

“Até pouco tempo atrás I.A. era algo muito caro, mas com a convergência de linguagens e a criação da tecnologia da nuvem, o quadro foi mudando”, conta ele, exemplificando: “Se você usar vários PCs é mais interessante que somente um super computador ao qual poucos terão acesso”.

Em uma época recente em que o chat GPT sequer existia, ele já ministrava palestras no Brasil tratando de múltiplas linguagens. Antes, a atualização de um determinado produto (software) deveria ser feita por inteiro e, assim, demorava um pouco e, assim, pressionava o custo. Hoje Maurício Frizzarin consegue atualizar partes do software, de forma independente. “É como um lego”, brinca. 

A Qyon Tecnologia tem dois softwares principais: o brasileiro e o global. O primeiro atende as necessidades de pequenas empresas e de escritórios de contabilidade (de todos os portes), com aspectos/atualizações da reforma tributária, folha de pagamento, financeiro etc, abarcando toda a legislação nacional; o outro (global) tem como referência os aparatos regulatórios (muito mais brandos e, portanto, menos burocráticos) dos Estados Unidos e Reino Unido. “O Brasil é o número 1 em burocracia”, fala, suspirando.      

O fundador da Qyron trabalha com a IA fechada, confinada, para que não haja risco de contaminação. A IA aberta (caso dos vários chats do mercado) por sua vez, pode surtar, “alucinar” (termo mais usado), ao abstrair todo tipo de informação da rede e misturar coisas reais e factíveis com as outras.

O especialista entende que os ajustes tecnológicos, mais as demandas do país e regulações do governo, ainda vão durar mais seis anos. Depois disso tudo estará equalizado. Quanto ao futuro da contabilidade, este já chegou. “Vivemos uma nova Revolução com a I.A”, define.

Dia do Contador: profissionais que não dominarem IA devem perder espaço no mercado, alerta especialista – Jornal Empresas & Negócios