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Como uma boa gestão contratual pode ajudar a prever riscos no negócio?

em Destaques
quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

Especialista da D4Sign by Zucchetti destaca como a assinatura digital ajuda a antecipar riscos e otimizar decisões contratuais

Em 2025, uma auditoria do Senado Federal identificou falhas relevantes na gestão e fiscalização de diversos contratos, como falta de padronização e controle de obrigações, evidenciando como modelos contratuais pouco estruturados aumentam a exposição a riscos operacionais e legais. Outro levantamento, do mesmo ano, da World Commerce & Contracting, mostrou que organizações perdem, em média, 8,6% da receita anual devido à má gestão contratual, com perdas chegando a mais de 15% em setores complexos.

Os levantamentos deixam claro que, hoje, a gestão de contratos vai muito além da assinatura digital: ela permite monitorar cláusulas críticas, acompanhar prazos e transformar informações em decisões estratégicas. Segundo Rafael Figueiredo, CEO da D4Sign by Zucchetti, plataforma brasileira de assinatura eletrônica, a maturidade dessa prática em 2026 estará diretamente ligada à capacidade das empresas de usar tecnologia para transformar a gestão de contratos em inteligência de negócio.
Esse avanço reflete a forma como a inteligência artificial começa a ser incorporada à rotina da gestão contratual. Em vez de substituir o olhar humano, a IA aplicada na gestão de contratos, como no caso da D4Sign, atua como uma camada de análise contínua sobre os contratos, capaz de identificar padrões, apontar cláusulas sensíveis e destacar riscos que tendem a passar despercebidos em leituras manuais.

Assim, ao organizar grandes volumes de informação contratual e transformá-los em dados estruturados, a tecnologia amplia a capacidade das equipes de antecipar problemas, priorizar decisões e atuar de forma mais estratégica, principalmente em rotinas de alta demanda operacional. “Quando aplicamos tecnologia às práticas de governança, não estamos apenas organizando contratos, mas acessando informações que ajudam a reduzir retrabalho, aumentar a transparência e antecipar desafios, tornando cada contrato uma ferramenta de inteligência estratégica”, comenta.

Para apoiar empresários na gestão de contratos em 2026, o executivo aponta algumas práticas essenciais:

Centralização de informações em uma plataforma digital: ao concentrar documentos em um único local, equipes de diferentes setores conseguem acessá-los rapidamente, facilitando a tomada de decisão, aumentando a transparência e garantindo que todos os colaboradores estejam alinhados.
Monitore cláusulas críticas de forma contínua: com uma tecnologia de gestão eficiente, é possível um acompanhamento permanente de cláusulas com maior potencial de impacto financeiro, jurídico ou operacional. Com apoio de tecnologia, é possível identificar pontos de risco recorrentes, vencimentos de contratos, além de antecipar descumprimentos e antecipar problemas que poderiam afetar significativamente a saúde da empresa.

Transforme dados em insights estratégicos: cada contrato contém informações valiosas sobre prazos, responsabilidades e oportunidades. Com o apoio da tecnologia, é possível identificar padrões, antecipar tendências e apoiar decisões estratégicas com maior segurança jurídica.
Automatize alertas e processos repetitivos: notificações sobre vencimentos, revisões ou ações obrigatórias reduzem retrabalho e aumentam a eficiência operacional. A automação permite que mudanças ou exigências sejam respondidas rapidamente, fortalecendo a posição da empresa no mercado.

Revise contratos periodicamente: o mercado está em constante evolução, e contratos antigos podem não refletir as condições ideais ou apresentar riscos. Contar com uma revisão periódica permite renegociar termos, ajustar cláusulas e identificar oportunidades de melhoria, mantendo o alinhamento com a estratégia da empresa e a tecnologia pode ser o braço direito dessa revisão sem gerar grandes retrabalhos para as equipes.

“Em 2026, as empresas precisam investir em soluções de gestão de contratos que permitam antecipar riscos, gerar insights estratégicos e apoiar decisões ágeis e seguras. Transformar contratos em informações inteligentes fortalece a governança corporativa, criando vantagem competitiva no mercado”, finaliza Figueiredo.