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Modernização de legado deixa de ser opcional: empresas perdem milhões ao adiar ajuste de sistemas críticos

em Tecnologia
sexta-feira, 09 de janeiro de 2026

Pesquisa global aponta que 70% das organizações têm sistemas defasados que travam inovação; DB1 Global Software revela como o CoreUP e o uso pragmático de IA reduzem retrabalho para apenas 0,3% e elevam assertividade a 92%

A modernização de sistemas legados deixou de ser um projeto opcional e passou a ser um movimento urgente para empresas que desejam manter competitividade no mercado brasileiro. Estudos globais comprovam a dimensão do problema: segundo a Salesforce, 71% das organizações afirmam que a modernização é crítica para sustentar inovação, enquanto a IBM estima que a complexidade e a dívida técnica acumulada já custam US$ 3,1 trilhões por ano em perdas para empresas em todo o mundo. No Brasil, setores como financeiro, varejo, logística e indústria convivem diariamente com o impacto de sistemas defasados, que passam desde aumento de custos até limitações severas na capacidade de integrar novas tecnologias.

Para a DB1 Global Software, empresa do DB1 Group, que há 25 anos atua na engenharia de software e acompanha de perto os principais desafios corporativos, adiar a modernização significa comprometer o crescimento. “Um sistema legado não é necessariamente um software velho, é um software desalinhado do negócio”, afirma Roberto Cesar da Silva Padilha, Staff Software Engineer da empresa. “Quando os processos evoluem, mas o sistema não acompanha, cada nova funcionalidade se torna mais cara, mais arriscada e menos eficiente. Esse é o início da perda de competitividade.”

Os números reforçam essa visão. A McKinsey aponta que 70% das empresas relatam que seus sistemas antigos impedem avanços significativos de inovação. Já o Gartner estima que 40% do orçamento de TI das grandes organizações é direcionado apenas para manter sistemas antigos funcionando.

No Brasil, entidades do setor avaliam que mais de 60% das grandes empresas operam com sistemas críticos com suscetibilidade a ataques cibernéticos, muitas vezes sem arquitetura moderna e com baixa capacidade de observabilidade. Isso amplia riscos de falhas, paralisações e perdas financeiras relacionadas à indisponibilidade, que, segundo a IBM, chegam a uma média anual de US$ 2,9 milhões por empresa.

Padilha destaca que ainda é comum o mito de que modernização é sinônimo de reescrever todo o sistema do zero, o que, segundo ele, “quase nunca se paga”. Padilha defende um modelo evolutivo, feito por ondas contínuas de modernização, que reduz riscos, aumenta a previsibilidade e gera impacto real no negócio desde os primeiros ciclos. Esse trabalho é guiado pelo CoreUP, metodologia proprietária da DB1 que organiza o processo de modernização com base em critérios técnicos e de negócio, evitando desperdícios e retrabalhos.

A estratégia é potencializada por agentes de inteligência artificial aplicados de forma pragmática. A IA é utilizada em momentos específicos do processo, como leitura e análise de grandes bases de código, identificação de gargalos e riscos, sugestões de refatoração e apoio à documentação.

“IA acelera a leitura e análise, mas as decisões críticas continuam humanas, guiadas por contexto de negócio e critérios de engenharia. Assim evitamos hype e entregamos valor real”, explica Padilha. Essa atuação pragmática evita que empresas invistam em ferramentas de IA sem maturidade técnica, um risco crescente em um cenário de pressão do C-Level e excesso de ofertas.

Os resultados já observados pela DB1 Global Software reforçam a eficácia da abordagem: 92% de assertividade nos prazos de entrega, índice de retrabalho de apenas 0,3%, um dos mais baixos do mercado, com NPS de 89 e satisfação média por projeto de 4,76 em 5.

Para Padilha, os números mostram que a modernização não é um problema apenas técnico, mas estratégico. “Modernizar o legado é como trocar a fundação de uma casa enquanto ela está de pé e exige técnica, mas é indispensável para sustentar o futuro. Quem não fizer agora ficará para trás.”

Em um mercado pressionado por competitividade, transformação digital e adoção crescente de IA, a modernização passa a ser o ponto de partida. O Gartner projeta que, até 2028, 80% das empresas incluirá IA como parte das iniciativas de modernização, e que metade dos investimentos em inovação falham devido à incompatibilidade com sistemas antigos. Para o especialista, o futuro da engenharia de software está diretamente ligado à capacidade das empresas de controlar sua dívida técnica, modernizar seus sistemas e escalar tecnologia com responsabilidade.

“O outsourcing responsável e orientado a resultados será crucial para guiar decisões de quais ferramentas usar, quando usar e como usar. O momento é de pragmatismo e estratégia, não de hype”, conclui Padilha.