
Agro e construção civil animam a cadeia de suprimentos
Redação
O setor de máquinas voltadas ao agro e à construção civil (pás carregadeiras, escavadeiras, guindastes etc) vai indo bem neste ano. Tanto que a Extra Máquinas, distribuidora exclusiva das chinesas XCMG (quarta maior produtora mundial), investirá R$ 50 milhões em 12 novas lojas e centros de distribuição pelo país. A pressa em crescer é para acompanhar o ritmo da asiática, que já anunciou aporte de US$ 500 milhões, no país.
Criada em 1984, a Extra Máquinas representa a fabricante chinesa nos estados do Mato Grosso, Goiás, Pará, Distrito Federal e agora em São Paulo. O CEO, Pérsio Briante, tem o espírito do avô italiano que veio ao Brasil para melhorar de vida — e conseguiu. Inquieto nos negócios, de olhar atento e prosa das boas, recebeu o jornal Empresas&Negócios em um caprichado café da manhã, em São Paulo. Contou a trajetória da família de maneira breve, bem como a sua admiração pelos trabalhadores e empresários chineses, que é grande, só perdendo para a cidade natal de Campinas em seu coração.
Até 2020, a Extra distribuiu outras máquinas multinacionais pelo país e se dado relativamente bem. Mas ao olhar para o fluxo de caixa da companhia, hoje, a sensação é que Briante acertou em cheio ao optar pela XCMG como sua nova parceira. De um faturamento anual de R$ 6 milhões, a brasileira saltou para R$ 600 MM (1/3 dos quais originários no agro) em apenas cinco anos. Ótimo resultado? Sim, mas a coisa não para por aí.
A XCMG, localizada em Pouso Alegre, sul de Minas, vai investir mais e mais. Aliás, já tem prontinho o projeto para fabricar motores na planta brasileira. Os chineses não dão trégua e já começaram a produzir alguns dos 1.600 itens de seu catálogo. No mesmo pique, a Extra Máquinas, que tem sede ao lado da parceira, em Pouso Alegre, saltará de 15 para 27 showrooms / centros de distribuição. “Além da expansão física, investimos em tecnologia para atender melhor o cliente e aumentar nossa performance”, diz o jovem diretor Aharon Briante. O mercado brasileiro consome atualmente 13 mil máquinas (pás carregadeiras e escavadeiras, em sua maioria) e desse recheado bolo uma fatia de 20% fica com a Extra. Por enquanto. Existe um mercado de equipamentos usados também, mas este é difícil quantificar, porque em muitas ocasiões ocorre a venda direta entre empresários, diz Pérsio Briante, finalizando: “O Brasil é maravilhoso; é um país que funciona, que produz, e tem uma gente empreendedora espetacular”.



