O futuro da transformação digital está na adoção de arquiteturas multi-cloud, que permitem às empresas integrar diferentes provedores e escolher a melhor solução para cada desafio. Essa tendência já é realidade: segundo a Gartner, até 2027 mais de 90% das grandes empresas terão estratégias multi-cloud, enquanto a IDC projeta que o mercado global supere US$ 135 bilhões no mesmo período. No Brasil, dados da ISG mostram que mais de 70% das grandes companhias já utilizam o modelo para equilibrar custo, performance e governança.
Éric Machado, CEO da Revna Tecnologia e especialista em gestão de TI e Supply Chain, ressalta que a transformação vai além da tecnologia. “Multi-cloud é a expressão máxima da liberdade digital. Ele oferece às empresas a possibilidade de montar sua arquitetura como um mosaico inteligente, colocando cada aplicação, banco de dados ou workload no ambiente mais adequado em termos de performance, custo e segurança. Essa orquestração reduz riscos, amplia governança e acelera a inovação”, afirma.
A adoção do modelo também está alinhada às principais tendências globais. A McKinsey aponta que o avanço da inteligência artificial generativa acelera a busca por arquiteturas híbridas e multi-cloud, enquanto a Flexera mostra que 89% das organizações colocam segurança e compliance como seus maiores desafios, mas reconhecem o modelo como indispensável para resiliência e inovação. O movimento recente de integração entre Oracle e Microsoft, que permite rodar workloads críticos em ambas as nuvens, reforça como até os gigantes globais se adaptam a essa demanda.
Para Éric Machado, o verdadeiro diferencial do multi-cloud é dar autonomia às empresas para crescer sem amarras. Segundo ele, não são apenas os sistemas que fazem a diferença, mas principalmente as pessoas capazes de arquitetar e orquestrar todo o processo. “Projetos de transformação só geram impacto real quando líderes e times trabalham em colaboração, com propósito e disciplina”, afirma.
Na visão do executivo, a conexão entre AWS, Google, Microsoft, Oracle e outros em um ecossistema único e híbrido mostra que a tecnologia pode ser liberdade e competitividade ao mesmo tempo. “Independentemente da aplicação que você rode, seja ERP da própria Oracle, SAP, TOTVS ou qualquer outro sistema, é possível orquestrar a integração de tudo em um ambiente cloud, rico em diversidade e diferenciais, montado sob medida com o que cada fabricante de software tem de melhor para cada cliente. Sem amarras”, finaliza Éric.



