Tendências e desafios para as ciências da vida no cenário de pandemia

Uma pesquisa realizada pela KPMG faz um raio-x do atual cenário para área de ciências da vida frente à pandemia causada pela Covid-19. O documento aponta as principais tendências e desafios do segmento e ainda mostra os caminhos para novos investimentos na área com a queda de vendas, pressão nas importações e na cadeia de suprimentos e dificuldades logísticas.

Desafios da área de ciência da vida:

  • Forte pressão na cadeia de suprimentos – restrições logísticas para importação e distribuição interna, e pressão de custos pelo aumento relevante do câmbio.
  • Queda na demanda – redução relevante na dispensação / venda de medicamentos e devices (implantáveis e materiais). No canal hospitalar o principal foco é o combate do covid19, com consequentes cancelamentos e postergações de procedimentos e intervenções eletivas. No canal varejista, o isolamento social tem impedido a interação médico-paciente, impactando, portanto, a emissão de prescrições.
  • Sustentabilidade operacional-financeira principalmente dos participantes de capital nacional e de menor porte.
  • Maior protagonismo na relação com o cliente-paciente – desafios regulatórios.

Tendências área de ciência da vida:

  • Rentabilidade e equilíbrio econômico no segmento, considerando possível pressão para redução de preços de medicamentos e migração de pacientes da rede privada para a rede pública – cenário de recessão econômica e aumento do desemprego, adicionando mais pressão no público e reduzindo número de assistido pela saúde suplementar.
  • Mudança de comportamento de consumo no que tange aos gastos diretos do paciente (“out of the Pocket”) – possível migração de volume comercializado de drogas de referência para similares e/ou genéricos a depender do cenário econômico.
  • Suspensão temporária de transações envolvendo ativos.
  • Aceleração da transformação digital na cadeia de valor – múltiplos canais para contato com a classe médica e na relação cliente-paciente com foco para alavancar o acesso aos tratamentos.
  • Novos modelos de negócios, indústria com maior proximidade do cliente-paciente – Uso de plataformas para gestão do cliente-paciente, novas tecnologias e inteligência artificial para aumentar os índices de aderência aos tratamentos, bem como para identificar surtos significativos de saúde e para acelerar o desenvolvimento de medicamentos (AI/KPMG).

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