Tecnologia 30/09/2016

Ser justo com o usuário é o melhor caminho

Um ranking que classifica os países conforme a conectividade deles à internet coloca o Brasil numa posição muito desconfortável: somos a 78ª nação do mundo em disponibilidade de conexões, temos 58% da população conectada e estamos atrás de lugares como Trinidad e Tobago, a Polinésia Francesa e a Groenlândia

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Pedro Quatrone (*)

Apesar disso, 86 milhões de brasileiros ainda não têm conseguem acessar à rede mundial de dispositivos (a população brasileira é de 204 milhões de pessoas). Se o ordenamento for feito ao analisar uma das principais características das conexões, a velocidade, caímos dez posições na tabela e vamos para a 88ª colocação. Navegamos a uma média de 4,1 Mbps — um pouco atrás do líder da América Latina, o Uruguai, cujos dados fluem a cerca 6,2 Mbps. Melhor nem comparar com os outros cantos do mundo pra não se impressionar com os 26,7 Mbps da líder mundial Coreia do Sul.

O usuário que nos lê agora pode inclusive estar fazendo isso por meio de uma conexão que acha que poderia ser melhor. Talvez esteja cansado de quedas constantes, taxa de transferência menor do que o contratado e, se usar um pacote de dados móveis, não aguente mais ter que controlar o que consome na rede para não acabar com a franquia e ter a velocidade ainda mais reduzida. O que ele pode fazer? Trocar de operadora? Talvez nem isso resolva, dependendo da empresa para a qual ele escolha migrar.

O verdadeiro oligopólio nas comunicações do Brasil faz com que 85% da banda larga brasileira esteja sob o controle de apenas três grupos empresariais. Neste cenário, não é possível crer em concorrência nem em troca de operadora como forma de protesto: o lobby do setor alinha as estratégias, o planejamento e os preços. Mais do que isso: elas decidem onde vão estar presentes — e principalmente quais os mercados não querem explorar.

Assim, os provedores encontram um cenário onde nem os três grandes players (Claro, Oi e Vivo) estão em condições de fazer grandes investimentos para expansão ou melhorar o nível de qualidade dos serviços. É fato que os ISPs têm o maior percentual da base de clientes em comparação com as operadoras, tendo em vista as áreas onde elas não têm grande atuação e a internet já ser tratada como um dos principais bens de consumo familiar.

Nesse contexto, a surpresa é que mesmo sem acesso às linhas de crédito públicas como as grandes operadoras, os provedores têm crescido — não só na base de clientes, mas também na velocidade das conexões oferecidas, sem franquia de dados e com recursos próprios. As 2.200 empresas que fazem parte dessa categoria no país somaram no final do primeiro trimestre do ano 2,4 milhões de acessos. Com um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, elas ajudaram o país a sair da desaceleração pela qual passou o segmento e contribuíram para o acréscimo de 126,8 mil acessos. Isso mostra que ser justo com o usuário é o melhor caminho.

Aí está um dos segredos para o pequeno provedor de internet que deseja aumentar a base de clientes, mas às vezes não encontra fôlego para competir com os players tradicionais. O ideal não é disputar usuários em áreas onde eles (grandes grupos) já estão estabelecidos, mas explorar territórios com potencial de rentabilidade real. Espaço não falta: dados da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) mostram que só 5% das cidades brasileiras concentram 77% dos acessos de banda larga. Dos 95% que sobram, 80% deles são mercados ideais para os provedores regionais, pois são lugares que têm bastante demanda para os ISPs e não estão saturados pelas grandes corporações.

O caminho para que você comece a promover e desfrutar da interiorização do acesso à internet passa, portanto, pela construção de uma infraestrutura de qualidade e custo baixo. A mais adequada é a fibra óptica (a tecnologia “à prova do futuro”), respaldada pelo bom custo-benefício, manutenção de baixo impacto financeiro e escalabilidade da tecnologia.

Neste sentido, fazendo um bom projeto de rede focado na expansão segura e otimizando seus recursos, a Cianet, que desenvolve soluções para os ISPs de várias partes do país, ajudou a MOB Telecom a migrar do rádio e do HPNA para as tecnologias GEPON e GPON. O provedor opera em oito estados do Nordeste, viu a demanda crescer e adaptou a infraestrutura à necessidade dos clientes. O caminho também foi trilhado por outras empresas: a ETECC NET abastece mais de 4 mil clientes de Itanhaém, em São Paulo com velocidade e estabilidade baseadas na fibra óptica; e a Vianova Telecom, que opera no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e migrou do cabo par metálico para fibra, e tem hoje mais de 7 mil clientes só na Região dos Lagos (RJ).

Portanto, se você está convencido da importância de levar conexão de qualidade a milhares de brasileiros que querem acesso à internet mas não conseguem, comece a reestruturar a sua rede e ofereça serviços mais satisfatórios, personalizados e confiáveis. Ele vai levar isso em conta na hora que a conexão com a atual operadora cair, mais uma vez.

(*) É Engenheiro e Gerente de Implantação e Produção da Cianet

 
Eu, Auditor, Robô: Machine Learning a serviço do Fisco

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O termo Inteligência Artificial (IA) não é algo novo e já foi muito usado, principalmente em filmes de ficção científica. Mas agora voltou acompanhado de outros termos que fazem parte desta tecnologia e que de alguma forma nos aproxima do conceito, trazendo-o para o nosso dia a dia.
Um destes termos é “Machine Learning” (Aprendizado de Máquina), que de forma sucinta e simples seria um agrupamento de regras, que permite aos computadores agirem e tomarem decisões baseadas na interpretação de um universo de dados ao invés de seguir uma programação. São capazes de aprender e melhorarem com a evolução e com a exposição a novos fatos.
O termo “IA” também já foi citado algumas vezes no âmbito de seu uso pelo fisco brasileiro, tanto na auditoria como na fiscalização dos contribuintes. Sobretudo após a implementação dos primeiros projetos de escrituração digital, como por exemplo, a nota fiscal eletrônica e todos os SPEDs (Sistema Público de Escrituração Digital), os quais são transmitidos ao Fisco, ficando armazenados em uma base de dados a fim de serem auditados, cruzados e validados por até cinco anos após a entrega. Podemos imaginar o quanto a tecnologia pode evoluir nesse período…
Mas, vamos avaliar agora pela ótica do Fisco: o que fazer com essa quantidade enorme de dados recebidos e armazenados, alguns analíticos, outros sintéticos, em bases de dados separadas, informações não padronizadas e principalmente com inconsistência na qualidade dos dados, justificado entre outros motivos pela própria complexidade das obrigações acessórias?
Como exemplo deste cenário, podemos citar a base da nota fiscal eletrônica, que segundo informação do site nacional (nfe.fazenda.gov.br) possui mais de 14 bilhões de documentos autorizados. Se considerarmos uma média de seis itens por documento, teremos algo em torno de 84 bilhões de itens da NF-e na base para processamento, volume que aumentará muito se considerarmos o novo projeto NFC-e (cupom fiscal).
E é neste cenário que entra a evolução da tecnologia em todas as suas frentes. Vejamos, atualmente estão disponíveis e acessíveis equipamentos e plataformas de alta performance para processamento de Big Data e, com eles, softwares de última geração para análise de dados, com modelos estatísticos e todos os demais recursos necessários para a implementação de um projeto de “Machine Learning”.
Mas existe algum caso real? Sim, em recente evento um caso real foi demonstrado. Trata-se de um projeto para “identificação de fraudes de ICMS”, realizado por uma Sefaz (Secretaria da Fazenda Estadual) com o apoio da consultoria de sistemas e de professores de linguística e estatística da universidade e de auditores fiscais, que conhecem o negócio (inteligência).
Em conjunto criaram um modelo para aplicar na base de dados da NF-e. Primeiro interpretando, classificando e distinguindo cada item (produto) da NF-e e separando os similares dos não reconhecidos por categoria e subcategoria. Segundo, “ensinando” o sistema a reconhecer esses novos dados e a tomar a decisão mais adequada. E, finalmente, com a base de dados mais padronizada, realizar as análises necessárias para identificar quaisquer inconsistências e fraudes de ICMS.
Pôde-se, por exemplo, avaliar em poucos minutos a classificação fiscal, o valor médio, a unidade de medida, a tributação e outras informações utilizadas pelas várias empresas para um mesmo produto, com um alto grau de assertividade, pois o sistema consegue identificar anormalidades relacionadas ao produto. Um outro exemplo foi a identificação de inconsistências no transporte de mercadorias, como refrigerantes em caminhão de 15mil litros, que na verdade era combustível.
Como vemos, não se trata apenas de automação ou processamento de grandes volumes, mas sim de uma auditoria detalhista e interpretativa, que aprenderá cada vez mais com o aumento no volume de dados e informações processadas, sendo um aliado poderoso do auditor fiscal no exercício de suas funções. O mais importante é que a tecnologia está disponível para todos, e temos que nos preparar para essa nova realidade.

(Fonte: Renato Matavelli é especialista em soluções de compliance tributário).

Qual a importância do Google Adwords para o sucesso do e-commerce?

Alfredo Soares (*)

Atualmente, o Google Adwords é sem dúvida, uma das ferramentas mais assertivas e eficientes para ter sucesso na divulgação de uma empresa ou produto

É um sistema que consiste em anúncios feitos na forma de links patrocinados que identifica e relaciona a procura do internauta por palavra-chave, perfil e localização geográfica proporcionando respostas mais precisas, rápidas e com baixo custo. Mas, como os empreendedores podem utilizar essa técnica para aumentar as vendas do seu e-commerce?
Um dos pontos mais importantes é identificar qual a demanda do seu cliente, se há de fato o interesse por parte deles sobre a sua empresa e serviço. Com essas informações será possível saber se a publicidade vinculada às buscas no Google é realmente eficiente e funcional.
Além disso, em um e-commerce há diversos produtos para divulgação e, por isso, é complicado elaborar conteúdos específicos para cada um deles. Por este motivo, é fundamental escolher as palavras-chaves certas e a criar um bom anúncio para que a mensagem transmitida ao iniciar a busca no Google seja direcionada para o seu público-alvo, otimizando o processo de busca dos seus clientes, facilitando dessa forma a decisão de compra, direcionando-as para a sua loja e tornando a empresa visível na internet.
Outro ponto que precisa de atenção é a respeito da concorrência entre as lojas. Algumas palavras são muito utilizadas no momento da procura por um determinado produto pela grande maioria das lojas virtuais, e isso pode se tornar um dificultador para o consumidor. Neste caso, é importante que o lojista utilize das técnicas de SEO para filtrar o termo que é procurado pelo cliente no Google. Um exemplo disso, são as empresas do segmento esportivo, que acabam utilizando a palavra “tênis” em seus anúncios, mas acaba dificultando em oferecer um resultado menos preciso e tornando uma busca irrelevante para a loja virtual.
Com o uso dessa técnica, a pessoa que entra no buscador e procura “sapatilha amarela” no Google, encontrará resultados precisos dos e-commerces que têm exatamente o produto que está sendo buscado. Por este motivo, é necessário criar palavras-chaves de cauda longa – ou seja, com três ou mais termos formando uma pequena frase para uma busca mais personalizada e sem erros comuns entre as duas empresas da mesma área.
Além dessas funcionalidades, o Google Adwords permite também que os empreendedores utilizem a ferramenta de extensão de anúncios para aumentar o número de cliques na sua página. Esse processo é feito por meio dos recursos de “ad sitelinks” que admite exibir links adicionais em baixo dos anúncios com informações relevantes sobre a empresa/produto, facilitando dessa forma o acesso ao e-commerce e, consequentemente, aumentando esse fluxo.
Por fim, a internet é o principal canal de compra e venda de todo e qualquer produto, mas é preciso utiliza-lo da maneira inteligente. Essas ferramentas e peculiaridades, permitem que essas lojas virtuais possam divulgar seus produtos de forma estratégica a fim de gerar tráfego qualificado, impulsionar e expandir o seu negócio, aumentar as vendas e garantir o sucesso do e-commerce.

(*) É sócio e fundador da Xtech Commerce, plataforma de e-commerce inteligente com mais de quinze mil lojas criadas e hospedadas, que permite ao lojista trabalhar de forma multicanal, além de possuir estratégias que permitem cuidar 360º da inteligência de sua loja virtual.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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