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Tecnologia 25 a 28/03/2016

em Tecnologia
quinta-feira, 24 de março de 2016

Como desenvolver uma startup

Empreender nem sempre é um caminho fácil. As resistências aos desafios e a falta de recursos se tornam obstáculos para a maioria daqueles que sonham em criar o seu próprio negócio

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Pedro Kauffman (*)

E no meu caso não foi diferente. Trabalhei por oito anos como diretor geral de uma instituição do terceiro setor e, após refletir bastante, no final de 2014 senti que era hora de buscar outro desafio. Gostaria de voltar a empreender, mas não tinha recursos. Saí do meu antigo trabalho abrindo mão de qualquer “direito”, além do meu último salário.
Esse foi o primeiro passo para empreender, pois é importante se desapegar das atividades passadas e focar em uma nova missão. Então, recebi o convite de um amigo para que fizéssemos uma sociedade, onde ele entraria com o capital e eu com o trabalho. Proposta muito interessante e, a partir daí, assumi a tarefa de buscar um “bom negócio”.
Essa tarefa não é fácil. Começar um negócio do zero realmente seria uma missão tortuosa, mas ao mesmo tempo desafiadora. Com essa lição de casa, estudei exaustivamente o mercado fitness e procurei tudo que poderia ter de informações a respeito de tecnologia. A ideia era entender para quem se destinaria meu produto, como era o mercado nos últimos 10 anos. Pensei nos planos A, B e C. O levantamento possibilitou rastrear quais as atualizações que o meu sistema terá e onde “quero” chegar.
Essa pesquisa me fez entender o que fará com que os usuários baixem meu aplicativo e não queiram apagá-lo, devido à falta de espaço em seus aparelhos. Aplicativo é assim, você baixa porque alguém te falou que é legal, mas se não o usa frequentemente, com certeza apagará na hora que precisar de mais espaço para fotos, por exemplo. Enfim, acredito que fiz o levantamento completo e, agora, começo a ver meu sonho se tornando realidade.
Parece fácil, mas encontrei obstáculos e dificuldades. Meu primeiro erro: acreditar cegamente que fazer negócios com amigos baseando-se na amizade é uma boa. Não, não é. Uma das coisas que escutei recentemente, de um advisor que considero muito, é que os melhores contratos devem ser feitos com nossos amigos, pois com quem não conhecemos sempre tomamos cuidado, mas com os amigos acabamos acreditando demais no poder da amizade.
Negócios com amigos podem dar certo sim, mas é impreterível ter as expectativas alinhadas e, principalmente, um bom documento assinado. Falando em assinatura, fiz algumas parcerias que achei serem estratégicas e, graças ao aprendizado de bons documentos assinados, consegui sair de algumas armadilhas. É normal encontrar pessoas no meio do caminho que tentem “pegar carona” em nosso possível sucesso! É importante ter muito cuidado nessa hora também.
Voltando ao meu novo momento societário, já deu para perceber que o mesmo não deu certo, mas curiosamente a dificuldade me fez mais forte e determinado, mas não ainda mais esperto, e decidi continuar. Achei outros amigos que queriam investir em minha ideia e pude dar continuidade ao sonho. Como tudo foi rápido demais, novamente errei em acreditar que por serem amigos, poderia confiar na palavra acima dos papéis. Sem grandes papéis e muita inexperiência, vi esses amigos mudarem algumas vezes nossos combinados, até o ponto em que tive que ter a coragem de bater o pé e dizer que ou continuávamos conforme o acordado, ou que eles poderiam sair do negócio, e obviamente o resultado foi a saída deles. Tudo isso durou quatro meses apenas.
Foi quando parei e pensei bem: achar um investidor não é necessariamente a coisa mais difícil. O desafio é achar o investidor certo! Aquele que aporta mais do que somente o dinheiro. Novamente busquei forças na adversidade e, enfim, consegui o investidor que procurava. Busquei por alguém com experiência, estrutura, e “cabeça de investidor”. É muito mais fácil dar certo quando se tem alguém somando ao seu lado! Mais uma vez chamei um amigo, mas dessa vez aprendi com meus erros e fizemos tudo corretamente!
Outro fator que considero muito importante é buscar apoio e debater a ideia, seja com a família, amigos, advisor ou profissionais da área e de sucesso. É muito comum ter um preciosismo por nossas ideias e acreditar que todas as pessoas desejarão “roubar” nossa ideia. Sinceramente? Acredito que é um risco que devemos assumir. Falar com pessoas que “deram certo”, em sua área e em outras, é extremamente enriquecedor. Temos que aprender a entender as críticas também.
Um empreendedor também passará muitas noites acordado “viajando” em suas novas ideias. A hora do banho torna-se um momento inspirador. Acordar durante a noite e ter uma nova ideia também é absolutamente normal.
Provavelmente, nesta etapa você já estará procurando uma empresa ou um profissional para desenvolver seu aplicativo. Saiba que nessa hora você deve ter calma e deverá procurar pensar em absolutamente tudo e mesmo tendo certeza de que fez tudo certo, novas ideias e “correções” serão necessárias. Muita calma nessa hora! Não faça nada sob pressão, pois isso te custará muito mais em breve. Seja tecnicamente, tendo que alterar algo em seu projeto, psicologicamente, lidando com alguma incerteza ou dependendo dos outros, ou até financeiramente, tendo que pagar os ajustes necessários. A falta de experiência e de capital nessas horas será certamente um problema num futuro muito próximo! As palavras principais para essa hora são: calma, pense e repense. Este é o momento de errar o menos possível!
Quando se inicia uma startup, deixamos o sonho falar alto. Acredito que este é o combustível necessário para que nossa ideia seja mais do que apenas uma ideia. Percalços sempre existirão e é relevante saber que só você pode fazer seu sonho dar certo. Diariamente milhares de ideias tentam se tornar realidade, e pouquíssimas têm êxito. Eu acredito que existe um motivo determinante para isso. Sua startup dará certo não porque você é melhor do que alguém, ou por que sua ideia é a mais inovadora. Não pense também que muito dinheiro ou pouco dinheiro podem determinar 100% do que vai acontecer. O principal motivo que fará sua empresa dar certo é a sua força de vontade, a sua determinação e principalmente o quanto você realmente acredita em seu sonho e em você.
O meu sonho está apenas começando e sei que tenho ainda muito pela frente. Não posso falar ainda sobre os segredos de como fazer sua startup virar um facebook, um uber ou um airbnb. Sei que é um sonho extremamente alto, mas sei que só chegarei lá se acreditar. Neste momento posso falar dos desafios de fazer com que seu sonho se torne mais do que apenas uma ideia e alguns desafios que enfrentei.

(*) É CEO da startup Fit Anywhere (www.fitanyw.com.br).

TV Corporativa auxilia a segurança no canteiro de obras

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Quando falamos em canais de comunicação, não é preciso embasar-se em pesquisas para identificar que quando um conteúdo é transmitido em vídeo, ele fixa melhor a mensagem e chama mais a atenção de quem está assistindo. Um bom exemplo, que pode parecer até lúdico, são as crianças, que muitas vezes ainda estão aprendendo os primeiros passos, mas ficam encantadas diante de seus personagens favoritos na televisão. E com os adultos não é diferente. O aparelho eletrônico, que faz parte do dia a dia de milhares de pessoas – seja para lazer ou na busca de informação – também é um ótimo meio de relacionamento entre as empresas e seus colaboradores.
As TVs corporativas podem ser utilizadas por companhias de qualquer setor, inclusive na construção civil. Uma boa forma de se beneficiar da ferramenta é usar os vídeos para apoiar a Segurança no Trabalho, por exemplo. Segundo o Anuário Estatístico de Previdência Social, em média 700 mil trabalhadores são vítimas todos os anos. Este é um tema delicado e que merece ainda mais atenção quando se fala deste setor. Os treinamentos e incentivos ao uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) são bastante comuns nos canteiros de obras, entre outras medidas de segurança.
Vídeos curtos com dicas podem ser transmitidos no refeitório, durante o almoço, ou na copa, no horário do cafezinho, por exemplo. Desta forma, é possível fazer com que todos recebam a informação sobre a importância do uso dos EPIs na prevenção de acidentes de onde estiverem, sem precisar se deslocar para uma apresentação. Além disso, a informação passa a ser mais interessante e de fácil entendimento.
Vale destacar que com televisores instalados no canteiro de obras as informações podem ser transmitidas de maneira dinâmica. Entre elas, o planejamento e o andamento do projeto, o cronograma de entrega de materiais e a exibição da planta do empreendimento. Além disso, cada setor (engenharia, gerência, almoxarifado e refeitórios) pode receber uma programação segmentada de acordo com o perfil e a área de atuação do público.
Em resumo, a comunicação eficaz melhora os resultados nas empresas. E na construção civil isso não é diferente. O índice de retrabalho é reduzido, a rentabilidade do empreendimento se mantém e os prazos de entrega de cada etapa passam a ser cumpridos. Além disso, com a TVcorporativa, o diálogo da companhia passa a ser direto, seja com os colaboradores dos mais diversos setores ou até visitantes. Cabe a cada organização avaliar as suas necessidades e escolher o meio mais eficiente para obter os melhores resultados.

(Fonte: Luiz Carlos M. Scheid, sócio-diretor da Teclógica).

Você não precisa de muito dinheiro para fazer uma análise profunda dos seus pacotes

Brad Hale (*)

Há tempos que a análise no nível de pacotes vem sendo considerada a maior ambição da análise de desempenho da rede e do tráfego

Ela envolve a captura (ou seja, fazer uma cópia) e a inspeção dos pacotes de rede que trafegam entre os dispositivos cliente e servidor. Pela inspeção do fluxo de pacotes e dos parâmetros do protocolo, informações úteis sobre o desempenho da rede podem ser extraídas, o que inclui o tempo de resposta da rede e de aplicativos e os tipos e volumes relativos do tráfego de aplicativos.
Historicamente, as ferramentas de inspeção de pacotes têm sido de dois tipos: gratuitas e caras. Entre as gratuitas, temos o potente Wireshark, de código aberto, que pode ser instalado em uma estação de trabalho ou um laptop. Além do custo (eu disse grátis), o Wireshark também tem a vantagem de ser uma solução portátil que pode ser movimentada pela rede. A desvantagem é que sua configuração e uso exigem muita habilidade, além de ele ser normalmente usado apenas quando necessário, após a ocorrência de algum tipo de evento que demande investigação.
Entre as ferramentas caras, temos os dispositivos especializados de captura de pacotes, que executam a inspeção e o arquivamento de alta taxa de transferência. Normalmente, eles estão restritos a empresas de grande porte com muito dinheiro, devido aos custos de implantação e ao conhecimento tecnológico necessário para usá-los com sucesso.
Isso não deixa muitas opções para um departamento de TI médio que queira aproveitar as vantagens da captura de pacotes.

Qualidade da experiência
Quando o usuário final reclama que a “rede está lenta”, ele não sabe, nem se importa em saber, se o problema é a rede ou o aplicativo. Ele só sabe que a qualidade de sua experiência é insatisfatória. Por outro lado, você se importa porque precisa solucionar e corrigir o problema. O tempo de resposta do usuário final, ou a qualidade de sua experiência, consiste em dois componentes principais: o tempo de resposta da rede (NRT) e o tempo de resposta do aplicativo (ART).
O NRT – também conhecido como latência do caminho da rede — é uma medida do tempo que um pacote precisa para percorrer um caminho de rede desde o emissor até o receptor. Quando ocorrem latências no caminho da rede, o desempenho de aplicativos geralmente é afetado de forma desfavorável. Existem quatro fatores principais que afetam a latência no caminho da rede:
• Atraso de propagação à velocidade da luz
• Roteamento/distância geográfica da rede
• Atraso de serialização nos links da WAN
• Atrasos de enfileiramento em dispositivos de rede

Alguns aplicativos, como os de voz e videoconferência, são sensíveis à perda de pacotes, atrasos e jitter (variações no tempo de entrega entre pacotes sequenciais). Perda de pacotes e jitter podem afetar a qualidade geral de uma chamada de voz, causando gaguez e estranhos efeitos no tom de voz, enquanto que os altos níveis de atraso geral no caminho podem aumentar os efeitos notáveis de eco e atrapalhar as interações de quem fala devido a sobreposição de falas.
Perda de pacotes e altos níveis de atrasos no caminho podem ter efeitos ainda mais graves em sistemas de videoconferência (também conhecida como “telepresença”). Uma perda de pacotes pode causar pixelamento e/ou tremores no vídeo, bem como interrupções no áudio. Alta latência de rede pode causar perda de sincronização de lábios, pois os pacotes de voz relativamente pequenos podem ser entregues em um intervalo de tempo diferente daquele para pacotes de conteúdo de voz maiores. Portanto, é importante que os pacotes de voz e vídeo fluam pela rede de forma regular e confiável.
O atraso de rede em todas as suas formas é um fator significativo e importante para o desempenho geral de aplicativos, o que certamente justifica o monitoramento de aplicativos de missão crítica.
O ART pode ser definido como o tempo que um cliente leva para fazer uma solicitação a um servidor e até que este responda. Como acontece com os atrasos de rede, os tempos de processamento de servidores podem ser um fator significativo em tempos de resposta insatisfatórios de aplicativos. O tempo de processamento do servidor pode ser medido no nível de pacote observando-se um conjunto específico de três pacotes, também conhecido como Tempo até o primeiro byte.
Pelo monitoramento contínuo do NRT e do ART com a análise de pacotes, pode-se determinar se a qualidade insatisfatória da experiência é causada pelo aplicativo ou pela rede.

Análise e categorização do tráfego
A análise de pacotes também permite categorizar o tráfego por tipos, com base em endereços IP do servidor de destino, portas usadas e medida dos volumes total e relativo de tráfego de cada tipo. Isso é útil para identificar os volumes de tráfego que fluem em um link de rede e/ou para servidores/aplicativos específicos para fins de gerenciamento de capacidade. Também pode ser útil para identificar níveis excessivos de tráfego não empresarial (mídia social, navegação na Web externa etc.) que podem precisar ser filtrados ou eliminados de alguma maneira.

Captura e análise contínua de pacotes
Conforme mencionado acima, historicamente, a captura de pacotes têm sido de dois tipos: gratuita e cara. Até agora. A SolarWinds desenvolveu uma ferramenta chamada Quality of Experience (QoE) que oferece monitoramento e criação de relatórios, em tempo integral e baseados em análise de pacotes, de fatores de desempenho críticos. Ela está incluída no SolarWinds Network Performance Monitor (NPM). Esse sistema processa e informa a medição de desempenho derivada de dados de análise de pacotes coletados dos sensores de captura. Esses sensores de captura podem ser implantados diretamente em servidores de aplicativos ou em dispositivos de coleta dedicados conectados às portas de SPAN/espelhamento de switches de rede. Eles oferecem monitoramento integral dos tempos de resposta da rede e dos aplicativos a uma grande quantidade de aplicativos pré-configurados ou personalizados. Também emitem relatórios sobre as taxas de transações gerais e os volumes de dados em comparação com várias categorias de agrupamento de tráfego. Recentemente, anunciamos que o NPM agora inclui até 1.000 sensores, dependendo do tamanho da licença.
Um recurso importante do painel do QoE é a capacidade de identificar rapidamente as reduções ou alterações no desempenho de aplicativos (antes de os usuários começarem a telefonar para reclamar) e determinar se a alteração foi causada por um aumento do atraso na rede ou pelo baixo desempenho do servidor de aplicativos, o que ajuda a responder à velha pergunta: é a rede ou o app.

(*) É diretor de marketing de produtos de gerenciamento de redes da SolarWinds.