Tecnologia 20/09/2016

Os aplicativos da sua empresa oferecem a mesma segurança que voce exige do internet banking?

Um estudo recente da consultoria Aite Group mostrou que os internautas brasileiros têm preocupações muito elevadas sobre fraudes digitais

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Renato Virgili (*)

Por exemplo, 75% têm medo de contas comprometidas por violações de dados, contra apenas 50% nos Estados Unidos e 48% no Canadá. E para 74% dos brasileiros, o roubo de identidades digitais é um perigo real. Nos Estados Unidos e Canadá, essas taxas são de 55% e 51%, respectivamente.

Atualmente, há vários modos de se desenvolver aplicativos, seja de forma nativa, híbrida ou por meio de site e app builders. Assim, a criação desse tipo de software é acessível a qualquer pessoa que tenha conhecimentos básicos de codificação, que se confirma pela quantidade de opções lançadas diariamente nas lojas de apps.

O problema é que apenas uma parcela desses aplicativos é escrita levando em conta padrões de segurança elevados, enquanto os demais, a depender da maneira como foram codificados e implementados, podem passar por processo de engenharia reversa e serem decompilados, revelando mais do que se gostaria, como chaves de acesso e detalhes a respeito das APIs necessárias para a comunicação com outros sistemas.

O problema da preocupação com segurança também é relevante quando se analisa o crescimento do mercado de produtos da Internet das Coisas (IoT). Segundo pesquisa do Gartner, 11,4 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet em 2018, e os gastos com segurança para esses equipamentos chegarão a US$ 547 milhões. Mesmo com valores desse montante, diz a consultoria, em 2020, um em cada quatro ataques a corporações irão envolver a IoT. Mas mesmo assim, apenas 10% do orçamento de segurança das equipes de TI serão destinados à Internet das Coisas.

As vulnerabilidades dos aplicativos, sejam destinados a dispositivos móveis ou à IoT, são mais facilmente exploradas em plataformas abertas, embora não sejam exclusivas delas, e estão diretamente relacionadas à qualidade e complexidade do código produzido. Por meio delas, pessoas mal intencionadas podem simular um app, conseguindo enganar os sistemas de controle, permitindo a obtenção de informações sensíveis do cliente ou sistema. Transfira esse cenário para o mundo corporativo, e você verá a dimensão que isso pode tomar.

O Brasil está na vanguarda do autoatendimento de internet banking, que é extremante eficiente, rápido e seguro. Softwares desenvolvidos para bancos, empresas de cartão de crédito, seguradoras e programas de fidelidade devem seguir as políticas de segurança dessas empresas, muitas delas baseadas nas diretrizes elaboradas pelo PCI Security Compliance Council. Isto possibilitou alcançar o nível de segurança que essas transações exigem, mas todo o processo de homologação é criterioso, longo e principalmente oneroso.

Replicar tais práticas para outros setores parece ser um caminho interessante, mas também exigiria considerável investimento em tecnologia, recursos e tempo de desenvolvimento, motivo pelo qual os apps desenvolvidos para outras finalidades nem sempre obedecem a critérios tão rígidos. Por isso, a preocupação com a segurança, muitas vezes, fica restrita às aplicações core, e parte das soluções de frontend e de backend acabam sendo transferidas para empresas terceiras que não se preocupam tanto com questões envolvendo segurança, o que deixa brechas para que o sistema seja atacado.

Ocorre que, ao realizar a precificação de cada funcionalidade do app, os recursos humanos e a quantidade de horas necessárias para sua produção, o contratante e o fornecedor se deparam com uma solução “segura” cujo preço pode ficar acima do que a empresa está disposta a pagar ou que exigirá aguardar um tempo maior para sua produção.

Com muitos desenvolvedores ávidos por conquistar clientes, não é raro ver questões importantes – com destaque para aquelas relacionadas à segurança – serem colocadas em segundo plano, com o objetivo de se alcançar preços mais baixos ou diminuir o tempo de desenvolvimento, prática comum principalmente entre os fornecedores de pequeno porte ou pessoas que desprezam esse alerta por falta de conhecimento.

Além de canibalizar o mercado, tal prática tampouco ajuda na propagação da ideia de que a segurança precisa ser considerada fundamental também nas aplicações periféricas, mobile ou não, e que têm potencial de provocar danos, caso eventuais vulnerabilidades venham a ser exploradas. Isto é ainda mais relevante se considerarmos que o volume de downloads de aplicativos mobile no País, de acordo com projeções da empresa de pesquisas e análise App Annie, deve crescer 40%, incluindo aqueles produzidos por empresas e marcas para operações B2B ou B2C. Nesse contexto, a probabilidade de que mais vulnerabilidades possam ser exploradas se amplia significativamente, e com isso, cresce o risco de que uma marca possa ter sua imagem e reputação abaladas, e de ter que arcar com perdas financeiras.

Assim, estamos em um momento decisivo para desenvolvedores e contratantes, que devem ver a segurança como uma de suas prioridades.

(*) É CEO da Pontomobi.

5 dicas para melhorar o desempenho no Home Office

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Trabalhar de casa pode ser o sonho de muitas pessoas. Afinal, é uma oportunidade de não se deparar com trânsito na hora do rush e ter horários flexíveis para conciliar a vida profissional com a pessoal.
Para auxiliar os profissionais que têm a vontade de fazer Home Office, Gustavo Boyde, gerente de Marketing da LogMeIn para América Latina, detentora da ferramenta de reuniões online join.me, apresenta 5 dicas essenciais que podem melhorar a produtividade e aumentar a qualidade de vida.
Segundo pesquisa realizada pela join.me, atualmente 25% dos encontros corporativos no Brasil já são virtuais. “Esse número vem crescendo anualmente e mostra que cada vez mais as empresas estão preparadas para ter funcionários trabalhando de forma remota, seja de forma permanente ou esporádica”, comenta Boyde.

Confira as dicas do executivo:
1- Troque o tempo perdido com deslocamento por mais horas no seu dia
Já pensou se os dias tivessem mais horas? Pois se você não precisar mais se deslocar para ir e voltar até o seu local de trabalho essa será uma realidade! As pessoas costumam ter ritmos de trabalho e relógios biológicos diferentes e, com o Home Office, é possível aproveitar o tempo para produzir mais e com mais qualidade levando sempre em conta suas necessidades. Aproveite as horas adicionais para se engajar em um novo projeto, estudar uma nova língua ou iniciar um novo hobby.

2- Escolha do Ambiente Adequado
Busque um ambiente mais tranquilo, tenha um local específico para trabalhar e de preferência com uma porta que possa separar os ambientes. Avise os familiares que você está trabalhando e que não pode ser interrompido. Tire o pijama, coloque uma roupa confortável para trabalhar. Afinal, essa prática tem um papel importante para delinear o começo da jornada de trabalho. Procure uma forma de se concentrar. Ouvir música é um exemplo de técnica para isso. Essas são dicas importante para ter disciplina e concentração durante o trabalho.

3- Crie uma Rotina
Não é apenas por que você está trabalhando de casa que não tem horário para fazer as atividades. Criar uma rotina é muito importante para a produtividade. Tenha uma hora para começar a trabalhar, almoçar, intervalos e um horário para acabar o expediente. Apesar de muitos pensarem que quando trabalharem de casa vão trabalhar menos, muitas vezes acontece o contrário, para mostrar resultados o profissional acaba trabalhando mais. O profissional remoto é medido mais por suas atividades do que por número de horas trabalhadas, criar limites se torna muito importante.

4- Explore a tecnologia ao alcance
Não ter receio de explorar e aproveitar ao máximo as tecnologias existentes é fundamental para melhorar o desempenho do Home Office. Hoje em dia, plataformas de colaboração online permitem a interação com colegas de trabalho, clientes e até com o chefe como se todos estivessem fisicamente em um mesmo local, porém distantes. Compartilhamento de tela, conferência por voz, vídeo, controle do mouse e diversos recursos disponíveis hoje tornam o ambiente virtual muito próximo do real e muitos permitem inclusive trabalhar por meio de um tablet ou smartpohone. O join.me é um bom exemplo de ferramenta que tem todos esses recursos e é grátis.

5- Faça planos com a verba que economizará
Com o trabalho home office você não terá gasto com transporte e nem com roupas sociais que seriam usadas, muitas vezes, diariamente se trabalhasse alocado. Utilize o dinheiro que economizou para investir em hobbies ou para cursos que darão um up na sua carreira.
O trabalho remoto é uma tendência no mercado de trabalho e conforme a tecnologia avança cada vez mais empresas optam por esse novo modelo de trabalho. Se você ainda não faz parte desse grupo de profissionais, muito provavelmente logo terá essa oportunidade e é importante estar familiarizado com ferramentas e tecnologias que fazem parte dessa nova realidade. “O home office traz diversos benefícios, tanto para o empregado quanto para o empregador, mas exige disciplina e o suporte da tecnologia correta”, conclui Boyde.

Nove dicas para líderes empreendedores

Marcelo de Elias (*)

Quando o assunto é abrir uma empresa, o empreendedor tem vários desafios. Para todos eles, sabemos que o sucesso dependerá do gestor através de habilidades como: saber aproveitar as oportunidades, planejar o negócio, fazer uma boa gestão financeira, entre outras

Sabemos, ainda, que muitos empreendedores, em especial, os de pequenas empresas, trabalham sozinhos, atuando tanto na formulação das estratégias do negócio quanto na operação. Entretanto, alguns deles precisarão contar com a ajuda de outras pessoas que trabalharão em seus empreendimentos.
É nesse momento que o empreendedor precisará exercitar suas competências em selecionar, capacitar, orientar e conduzir as pessoas, atuando como um verdadeiro líder.
Nesse processo de liderança, o empreendedor precisará conviver com grandes desafios, como por exemplo, o de conseguir alinhar a equipe ao seu sonho, introduzindo uma cultura organizacional e impulsionando a empresa juntamente com as pessoas.
Para uma boa gestão de pessoas em seus recém-inaugurados negócios, o empreendedor deverá seguir algumas importantes regras de liderança. E o assunto não se resume aqui. São tantas ações que vou recomendar apenas algumas:

Escolha as pessoas alinhadas aos valores do negócio
Desde o processo de seleção das pessoas, o empreendedor deverá ter claro quais são os valores e princípios que serão defendidos pela empresa. A partir do desenho desses valores, busque identificar nos potenciais candidatos quais são aqueles que se alinham a essa conduta e estejam dispostos a vivê-los genuinamente.

Inspire a visão
Um líder deve comunicar e incentivar as pessoas para buscarem um propósito em comum. Assim, ele deixa de ter subordinados e passa a ter seguidores. Inspirar as pessoas para realizarem conjuntamente um sonho, faz com que elas gostem de executar o que é necessário, sentindo-se realizadas com isso. Ajude as pessoas e vislumbrarem o futuro e enxergarem para que lado elas deverão ir.

Esclareça papéis
Os colaboradores devem saber exatamente o que se espera deles e cabe ao líder clarificar esses papéis. Além disso, é importante que as pessoas entendam como elas impactam nos resultados da empresa e que suas ações, por mais simples que possam parecer, geram grandes resultados. Elas devem criar a consciência sobre a grandeza de seus trabalhos.

Aculture as pessoas pela prática dos valores
Definidos os valores que serão perseguidos, não basta apenas comunicá-los a seus colaboradores. Todas as ações do empreendedor, bem como suas decisões, devem ser dirigidas pelos valores que ele quer ver difundido entre a equipe. Valorize e premie os colaboradores que se destacarem na prática desses princípios e avalie-os de acordo também com esses parâmetros.

Seja o exemplo
As atitudes do líder, como um verdadeiro exemplo, servirão de norte para o comportamento da equipe. Pratique os comportamentos que você deseja que os colaboradores também façam. É necessário se autopoliciar e avaliar se suas atitudes têm sido positivas e inspiradoras.

Atue para que o clima seja bom
Uma pequena empresa tem toda a oportunidade de gerar um ambiente de trabalho saudável e acolhedor. Incentive a colaboração entre as pessoas e atue fortemente nos conflitos interpessoais. Não deixe que a empresa perca um dos importantes fatores de retenção de talentos: o bom clima organizacional.

Desenvolva as pessoas
Em novos negócios, é comum os colaboradores não manterem um padrão de qualidade, por isso, é importante que o empreendedor as capacite para que mantenham um parâmetro de serviço adequado. Outro desafio importante é desenvolver as pessoas para a autogestão, ou seja, que elas, com o passar do tempo, adquiriam a autonomia de conduzir o negócio sem a presença constante do gestor. Isso dá condições para que o empreendedor possa focar se papel em ações estratégicas, entre elas, expandir o negócio.

Incentive e abra espaço para as boas ideias
Um novo negócio, por mais que seja bem planejado, sempre começa com oportunidades de melhoria. Os colaboradores certamente poderão contribuir com boas ideias para que o negócio seja aprimorado e cresça. O empreendedor deve incentivar sua equipe para que, juntos, pensem nas melhorias e inovações.

Trabalhe a motivação dos colaboradores
O líder pode, e deve, influenciar no entusiasmo e engajamento de sua equipe. Isso vai além da remuneração. Reconhecer as boas contribuições individuais e celebrar as realizações do time são exemplos de que a ação do líder pode impactar na motivação das pessoas.

(*) É rofessor da IBE-FGV e escritor especialista em mudanças e em gestão de pessoas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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