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Tecnologia 12 a 14/09/2015

em Tecnologia
sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dicas para obter sucesso na implantação de um software de gestão empresarial (erp)

Os Sistemas ERP (Enterprise Resourse Planning) têm por objetivo minimizar a complexidade do acompanhamento isolado de cada processo dentro de uma empresa, funcionando como um grande arquivo, com dados que interagem e se realimentam a cada nova informação que é gerada ou inserida

ERP temporario

Marcos Paulo Malagola (*)

No entanto, a implantação destes softwares, se mal conduzida, pode influenciar de forma inadequada o ambiente corporativo e impactar negativamente no clima organizacional de uma companhia. Isso ocorre, porque estes sistemas transformam tanto a rotina das pessoas como os processos adotados, muitas vezes, por um longo período de tempo. Embora a informatização seja essencial para o empreendedor que deseja se manter competitivo no mercado, muitos sofrem por não escolherem o programa realmente alinhado às suas necessidades ou acabam perdendo as rédeas de sua utilização.

Algumas dicas podem ajudar a obter sucesso na implementação de um ERP. São elas:

1) Escolha bem o software antes de instalá-lo. Parece básico, no entanto, muitas empresas não tomam os devidos cuidados nesta importante fase. A maioria das companhias não investe tempo para conhecer o fornecedor da solução, suas metodologias e tradição no mercado, além de nortearem as suas decisões apenas no custo. Também é recomendável procurar fornecedores que desenvolvam softwares especialistas, adequados para atender às necessidades de cada empresa, de acordo com o seu setor de atuação;

2) Reduzir sumariamente as horas de treinamento das equipes que utilizarão os sistemas, em função do investimento no projeto, pode sair muito mais caro do que se imagina. Treinamento é essencial, pois serão os colaboradores que utilizarão os softwares após a implantação. Lembre-se, a implementadora já conhece o produto e tem um prazo contratual para deixar a empresa apta a utilizar os programas contratados, porém todos precisam estar devidamente capacitados ao final deste processo;

3) Não transfira a responsabilidade do sucesso do projeto apenas para o fornecedor contratado. A implementadora participa com todo seu know-how, porém o envolvimento de todas as áreas e gestores da contratante é fundamental. Somente assim será possível usufruir de todos os benefícios que a utilização destes softwares oferece;

4) Documente tudo. A implantação de um ERP é um momento ímpar para que haja revisão dos processos utilizados pela empresa e eliminar os vícios adquiridos ao longo do tempo, além de evitar retrabalhos no futuro. Dedique tempo ou concilie um projeto de revisão de processos internos para que você mantenha o conhecimento da ferramenta perene em sua empresa, minimizando os impactos em eventuais trocas de equipe;

5) E monitore constantemente o uso da ferramenta. É comum que, ao longo do tempo, os usuários, especialmente os que não participaram do processo de implantação, comecem a deixar de usar certas funcionalidades, voltando ao hábito de adotar planilhas e controles paralelos. É saudável, anualmente, fazer uma medição da utilização das funcionalidades disponíveis na ferramenta e comparar com o que é realmente utilizado na prática.

(*) É diretor de Serviços da Mega Sistemas Corporativos.

 

Cinco motivos que mostram como a teleconferência vem ganhando espaço nas empresas

Teleconference 092015 temporario

Hoje em dia, as políticas flexíveis do home office dão aos funcionários a liberdade de trabalhar em qualquer local, não os limitando aos seus escritórios. Graças aos avanços no setor de TI, trabalhar em qualquer local está cada vez mais fácil. Com mais gente trabalhando de forma remota, as empresas têm agora um bom motivo para abandonar as salas e fazer reuniões online. Dessa forma, economiza-se dinheiro, aumenta-se a produtividade e os funcionários ficam mais engajados ao espirito de equipe.
A seguir, apresento cinco razões pelas quais muitas empresas estão cada vez mais inclinadas a fazer reuniões virtuais.

Economia de dinheiro
Mesmo com os preços dos alugueis sofrendo uma retração por causa dos efeitos da crise no Brasil, isso envolve um custo fixo que não é baixo. Por isso, a teleconferência tornou-se uma alternativa para as empresas reduzirem esses custos. Ao evitar fazer reuniões em diferentes locais e com certa frequência, as empresas podem poupar dinheiro, pois a teleconferência permite uma economia nos gastos com aluguel. Além disso, economiza-se também com a impressão de documentos, uma vez que os materiais usados podem ser exibidos e compartilhados pela tela do computador.

Melhor colaboração entre os funcionários
Graças à teleconferência, as empresas ganham mais colaboração entre os funcionários, sejam eles internos, externos ou adeptos do trabalho remoto, já que todos podem se manter em contato e colaborar uns com os outros em tempo real. Esses encontros virtuais também permitem que equipes de diferentes locais levem seus conhecimentos e pontos de vista diferentes a bordo, sem levar em conta a logística. Eles podem discutir projetos atuais, tomar decisões em grupo, demonstrar novos produtos e serviços, compartilhar arquivos e obter feedbacks instantâneos.

Melhora da produtividade
Na web, existem diversos artigos indicando que as reuniões virtuais são mais produtivas do que as presenciais – elas são mais propensas a começar e terminar no tempo programado e os participantes ficam menos expostos a conversas desnecessárias. Além disso, eles são mais conscientes do horário agendado, mais pontuais e menos distraídos, o que significa que conseguem se concentrar no assunto que está sendo discutido e serem produtivos. A teleconferência consegue contornar obstáculos presentes quando se faz reuniões presenciais, como o trânsito, cancelamentos de voos e o mau tempo. Isto significa menos stress e um equilíbrio mais saudável entre o trabalho e a vida pessoal, aumentando a produtividade.

Aumenta a flexibilidade
Agendar uma reunião, especialmente uma presencial, pode ser um pesadelo sob o ponto de vista logístico. As reuniões virtuais, no entanto, mostram um outro cenário. Com o desenvolvimento das tecnologias móveis, os participantes de uma reunião virtual podem usar seus próprios dispositivos. Isso permite agendar reuniões virtuais no curto prazo, possibilitando que todos possam participar independentemente da localização.

Incentiva o recrutamento global de talentos
Cada vez mais, a teleconferência é uma ferramenta importante para o recrutamento em escala global, não sendo presa a um local específico. Em qualquer fase do processo de seleção, as empresas podem contratar talentos de todo o País e até mesmo de outras partes do mundo. Isso gera economiza nos custos de viagem e a realização de entrevistas virtuais também garante a continuidade no processo de seleção em caso de imprevistos.

A teleconferência tem vantagens inegáveis para a maioria das empresas. Elas não só repercutem no funcionário e melhora a produtividade, como também facilita a colaboração entre as equipes. A teleconferência conecta as pessoas, permitindo que elas realizem reuniões individuais ou em grupo ou troquem informações em tempo real, sem estarem necessariamente no mesmo lugar. Isso proporciona um aumento na eficiência e resulta no uso mais rentável dos recursos, enquanto se poupa tempo e dinheiro de forma simultânea. No gerenciamento de recursos humanos e no processo de recrutamento, a teleconferência têm se tornado um importante meio de comunicação sempre que o contato visual for necessário. Essas e outras vantagens significantes confirmam o porquê de a teleconferência estar ganhando espaço nas empresas.
(Fonte: David Gingell, Chief Marketing Officer da TeamViewer)

Você está pronto para a próxima geração de gerenciamento de rede?

Marcos Corrêa (*)

Reconhecendo a natureza dinâmica de TI, verificamos algumas mudanças em curso que têm um impacto significativo na engenharia de rede, afetando diretamente a abordagem mais tradicional para o seu gerenciamento

Três fatores-chave vêm transformando o papel da gestão de rede e a organização atual da área de TI. São eles:

A pressão para mostrar seu valor para os negócios
Ao longo dos últimos anos intensificou-se a pressão dentro das organizações de TI em relação à apresentação do valor do negócio. Uma das razões é que as próprias companhias estão sob progressiva pressão para crescer e se adaptar. De acordo com o Dr Richard Foster da Universidade de Yale, a vida longa e robusta de negócios está em perigo. “A média de expectativa de vida de uma empresa S&P 500 diminuiu mais de 50 anos no último século, de 67 anos na década de 20 para apenas 15 anos hoje.”
Foster também afirma que “em 2020, mais de três quartos do S&P 500 será de empresas que ainda não ouvimos falar.” Outra razão para o aumento desta pressão é a correlação entre desempenho e receitas, uma vez que quando o desempenho de um ou mais aplicativos críticos de negócio está apresentando baixo desempenho, a empresa perde receita e clientes.
O impacto nos negócios de uma infraestrutura de rede saudável de alto desempenho pode ser relacionado diretamente a receitas e retenção de clientes. A abordagem tradicional de gestão de rede dificulta que uma organização de TI identifique e resolva rapidamente a causa raiz de desempenho degradado de aplicação e/ou rede.

A crescente presença e a ameaça dos serviços de nuvem pública
No atual ambiente tornou-se comum para empresas e gerentes funcionais adquirirem diretamente serviços ou aplicativos que, de outra forma, não poderiam obter de sua organização de TI, ou ao menos não de maneira oportuna ou custo efetivo. Este fenômeno é ativado pela presença crescente de provedores de nuvem pública e é impulsionado em parte pelas mudanças de expectativas dos usuários. Ao contrário da situação de cinco ou dez anos atrás, os funcionários de hoje têm acesso à internet de alta velocidade tanto em casa quanto em uma variedade de dispositivos móveis. Eles têm literalmente centenas de milhares de aplicativos na ponta dos dedos para rapidamente fazer download gratuito ou com pouco custo. Como resultado, os funcionários desenvolveram um alto nível de expectativa para os serviços que recebem – seja de sua organização ou de terceiros.
Desta forma, já que a utilização dos serviços de nuvem pública não vai desaparecer, as organizações de TI precisam ter a capacidade de gerenciar seus serviços de TI, mesmo se os recursos que oferecem suporte a esses serviços estiverem sob seu controle ou de um provedor de nuvem pública.

O movimento em direção a uma função de TI centrada em software
Até recentemente, todos os principais componentes da infraestrutura (computação, armazenamento, redes) eram centrados em torno do hardware. Este modelo influenciou o papel interpretado por um engenheiro de rede em cada estágio do ciclo de vida do equipamento incluindo aquisição, instalação, configuração, gerenciamento e solução de problemas.
Há cerca de cinco anos, as organizações de TI começaram a adotar a virtualização de servidores – primeiro passo para uma função de TI centrada em software. Hoje a maioria das organizações implementa formas adicionais de virtualização, incluindo a virtualização de dispositivos tais como controladores de otimização de WAN. Mas apesar da resistência de virtualização, a rede está em mudança fundamental com a adoção emergente da Rede Definida por Software (SDN).
Em um ambiente de TI centrado em recursos de hardware, aspectos como computação, armazenamento e redes, raramente mudam. Em um ambiente centrado no software, por sua vez, esses recursos frequentemente mudam, o que complica significativamente o gerenciamento da rede, incluindo monitoramento e solução de problemas.

O papel emergente do engenheiro de rede
O papel dos engenheiros de rede está mudando. Daqui para frente, engenheiros de rede vão gastar menos tempo em tarefas como configurações de dispositivos, resolução de problemas, implantação de hardware e tarefas de gerenciamento reativo. Passarão a dedicar este precioso recurso em iniciativas como inovação e negócios, projetos arquitetônicos, programação, gerenciamento de políticas abrangentes e tarefas de gestão proativas.
O Guia de SDN e NFV 2015 contém resultados de uma pesquisa em que os entrevistados foram convidados a indicar o tipo de impacto sobre os seus trabalhos que já tinha ocorrido devido à implementação atual de software baseado em funcionalidade ou o que eles esperavam que ocorreria. Suas respostas incluíram:
• A maneira de projetar, implementar e solucionar problemas de redes vai mudar muito
• O trabalho vai exigir novas habilidades em geral e mais conhecimento de programação em particular
• Haverá novos requisitos de segurança
• Como nós adotamos DevOps, amplas habilidades básicas são necessárias
• Vai haver menos ênfase em silos de tecnologia
• Novas arquiteturas precisarão ser desenvolvidas
• Vai haver uma grande quantidade de re-treinamento e reorganização
Lidar com tecnologia em evolução é negócio costumeiro para as organizações de TI. No entanto, a amplitude e a extensão das mudanças que atualmente estão impactando as organizações de TI representam mais do que apenas negócios costumeiros. Elas representam uma mudança fundamental em como a organização funciona em geral e, em particular, o papel do engenheiro de rede.
As seguintes perguntas são projetadas para permitir que o leitor faça uma auto avaliação:
1) Qual é a posição da sua organização em relação à transição da abordagem tradicional de gestão de rede para a abordagem emergente que atende às demandas atuais de negócio?
2) Sua organização tem um plano definido para a evolução de suas aplicações, computação, armazenamento, redes e segurança integrada?
3) Sua organização tem um plano definido de como o gerenciamento de rede irá evoluir para responder às mudanças de tecnologia e negócios em curso?
4) Sua organização tem um plano definido para a evolução das competências dos seus engenheiros de rede?
5) Sua organização avalia regularmente as ferramentas utilizadas para gerenciamento de rede e faz orçamento para atualizações ou soluções mais contemporâneas?
6) Quão importante é a capacidade de solucionar problemas quando sua organização toma decisões de adotar novos serviços como serviços de nuvem pública ou implementar SDN?
7) Quantas vezes sua organização identifica e elimina os problemas antes que afetem o usuário?
8) Até que ponto sua organização tem uma abordagem CYA para gerenciamento de rede, no qual cada domínio de tecnologia tenta provar que eles não são a fonte do problema?
Se você respondeu não a qualquer uma das quatro primeiras perguntas ou ficou em dúvida quanto às respostas das perguntas de 5 a 7, sua organização deve começar a reavaliar. Como as organizações exigem mais alinhamento centrado em negócios e agilidade, cabe aos líderes de TI tomar uma posição proativa e responder a estas perguntas.

(*) É Gerente Nacional de Vendas da Fluke Networks, líder mundial no fornecimento de soluções de teste de rede e monitoramento.