Tecnologia 02/06/2016

A geração Y e & o mercado de TI

A década de 80 foi marcada por grandes acontecimentos. O Brasil viu o fim da ditadura militar, entrou na rota dos grandes shows internacionais com a primeira edição do Rock in Rio e acompanhou a conquista do primeiro título de Ayrton Senna na Fórmula 1

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Marcos Malagola (*)

No cenário internacional, caiu o Muro de Berlim, o cinema se rendeu à história do filme ET e a Apple lançou o primeiro computador Macintosh. Isto apenas para citar alguns deles. E foi também neste período que nasceu a chamada Geração Y.

Para quem ainda não sabe sobre o que se trata, a geração em questão, também conhecida como millenium, é composta por pessoas que nasceram a partir de 1980, período com grandes avanços tecnológicos, que, por sua vez, contribuíram para que muitas delas desenvolvessem o interesse por atuar em profissões ligadas a este universo.

No entanto, além da facilidade com as novas tecnologias e gadgets peculiares a esta evolução tecnológica, outro ponto também despertou o interesse desta geração para a área: os salários altos aliados a benefícios igualmente tentadores. Mas, nem sempre o dinheiro é o fator primordial para estes profissionais.

De acordo com uma série de estudos compilados pela empresa de recrutamento britânica, TalentPuzzle, o mercado de trabalho norte-americano consegue atrair pessoas por oferecerem diferenciais como horários flexíveis e a possibilidade de crescer no trabalho equilibrando as vidas pessoal e profissional. A informação citada acima também é corroborada por outra pesquisa realizada pela Universidade Harvard. Segundo o levantamento, 33% dos entrevistados aceitariam ter o salário reduzido em 10% para poderem trabalhar de maneira remota.

Outro dado comprovado pela pesquisa diz respeito à forma como a Geração Y conhece os empregadores. Eles não apenas sabem como as empresas apresentam as suas oportunidades, como, principalmente, são as perguntas mais eficientes usadas durante as entrevistas de emprego.

Além de tê-los no mercado de TI como um todo, também vale a pena ressaltar a importância de contar com o desejo de inovação destes profissionais no universo dos ERPs (Enterprise Resource Planning em inglês). Como se sabe, estes softwares trazem uma complexidade essencial que não pode ser deixada de lado e a percepção de quem trabalha diretamente no seu desenvolvimento é algo essencial.

Tais profissionais têm, em grande parte dos casos, a facilidade de aprender mais rapidamente a lidar com a tecnologia e suas constantes evoluções, o que, talvez, possa faltar a algumas pessoas das gerações passadas, que, por sua vez, precisaram aprender a “deixar” o papel, a caneta e a máquina de escrever de lado para incorporar o monitor, o teclado e companhia ilimitada a sua rotina.

Antes de finalizar, um senão relacionado a esta geração: a provável “falta de comprometimento” com as empresas em que trabalham. Muitos não pensam duas vezes ao mudar de emprego ao receberem uma proposta que mais “interessante” e que possa oferecer novos conhecimentos, desafios e, principalmente, maiores salários. Neste contexto, as companhias devem estar atentas à busca por soluções que tragam engajamento a estes jovens e, com isso, consigam mantê-los em seu quadro organizacional. É algo a se pensar por todos os segmentos, principalmente porque já nos damos conta de que a Geração Z está bem presente entre nós e ela tem tanta sede de ir além quanto os seus antecedentes.

Marcos Malagola é Diretor de Produtos Mega Sistemas Corporativos. A Mega é uma S.A. de capital fechado que nasceu no estado de São Paulo, em 1985. Em 30 anos de trabalho, a empresa cresceu, ampliou o seu portfólio de produtos e serviços e se consolidou com uma das mais importantes companhias de TI do Brasil, oferecendo soluções de gestão empresarial para os mercados de Construção, Manufatura, Logística, Combustíveis, Agronegócios e Serviços. Com presença direta em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a companhia conta ainda com 15 canais de atendimento, 500 colaboradores e mais de 2.000 clientes em todo o território nacional.

(*) É diretor de Produtos da Mega Sistemas Corporativos.

Ainda está em dúvida sobre automatizar seu contact center? Veja 5 motivos!

De acordo com o institutoGartner, em 2017, um terço do atendimento será humano. A automação e inteligência artificial reduzirão o número de interações que exijam o suporte de um agente humano no contact center. Hoje a automação nas operações deixou de ser um complemento e se tornou essencial para quem quer se manter vivo dentro do setor.
Alexandre Azzoni, diretor da CallFlex Sistemas, desenvolvedora de tecnologias para contact centers, elencou cinco motivos para automatizar a operação.
1 – Redução de custo – Sendo o RH um dos maiores custos de um contact center, a automação do atendimento é de suma importância para conseguir um aumento imediato da eficiência das operações, sem elevar drasticamente o custo;
2 – Aumento da Produtividade – Investir em uma solução de automação eficiente pode elevar os bons resultados de uma campanha, otimizando o tempo das posições de atendimento (PA’s).
3 – Minimização de erros e fraudes – Por tratar-se de um sistema automatizado com menor intervenção humana, a chance de erros e até mesmo fraude de processos é reduzida drasticamente;
4 – Absorção de novas operações com mesma estrutura – Com parte do atendimento acontecendo de forma automatizada, é possível assumir novas campanhas sem que seja necessário aumentar o número de PAs;
5 – Fidelização dos clientes – Com uma operação mais ágil de forma geral e o menor tempo de espera, é possível alcançar uma maior satisfação dos clientes quanto à experiência que tiveram, fazendo com que a possibilidade de retornarem a comprar algo por aquele canal seja maior.

Robótica 2016

Em outubro, Recife será a capital da robótica. Organizado pelo CESAR, com a Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Centro de Informática (CIn/UFPE), RoboLivre, IEEE e a RoboCup, o Robótica 2016 será realizado entre os dias 8 e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco.
Serão cinco dias de evento com diversas atividades simultâneas, durante as quais os visitantes poderão acompanhar competições, palestras, atividades acadêmicas e apresentações, conhecendo mais de perto o tão distante mundo da robótica. Os organizadores esperam um público médio circulante de dez mil pessoas.
O Robótica 2016 será gratuito para os visitantes, já os competidores e congressistas precisam de inscrição prévia. Os interessados em apresentar trabalhos acadêmicos no Simpósio da Sociedade Brasileira de Robótica e IEEE devem acelerar seus artigos, pois o prazo para submissão dos trabalhos do LARS/SBR vai até o dia 27 de maio. Acesse mais detalhes, inscrições e outras informações no site: http://www.robotica.org.br/.


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O nascimento da Sociedade Ágil

Mike Gregoire (*)

A Quarta Revolução Industrial, muitas vezes chamada de Indústria 4.0, é iminente

Vivemos um ritmo de avanços tecnológicos como nunca antes e, nesta nova era, máquinas e materiais contextuais, alimentados por software interligado por interfaces de programação de aplicativos (APIs), irão impulsionar a mudança em um nível sem precedentes. Nesse contexto, a mentalidade que está mudando hoje o software também fornece um caminho de transformação para tal mundo, no intuito de fazer da nossa uma sociedade verdadeiramente ágil.

O caminho para a agilidade
Na sua essência, a agilidade significa unir as pessoas de uma forma que promova o engajamento produtivo definido pela interação em direção a uma solução. E, ao longo do caminho, abraçar a mudança.
Refletir princípios ágeis – usados no desenvolvimento de softwares para integrar áreas e tornar mais fluido o processo de criação de sistemas – significa avaliar criticamente como organizações e instituições são tocadas. Abstendo-se de regras em favor de resultados; respondendo à mudança face a um plano rígido (e estático) a ser seguido; e incentivando a participação e autonomia sobre uma imposição de comando e controle com hierarquia desatualizada.
Essas mudanças não serão fáceis, nem virão durante a noite, então recomendo que comecemos agindo em três áreas críticas: 1) Como governamos; 2) Como desbloquear o potencial de nossos povos; e 3) Como podemos maximizar o nosso uso da tecnologia.

Corte a fita vermelha
Muitas vezes, os governos e as instituições governamentais são considerados lentos na inovação, em comparação com os seus homólogos do setor privado. Mas aqueles que abraçam os conceitos de agilidade já veem enormes ganhos em engajamento de suas equipes e para o público que servem.
Um exemplo nos Estados Unidos é uma organização sem fins lucrativos chamada Código para a América. É uma organização comprometida com a modernização de programas de TI municipais, que faz com que trabalhar no governo seja divertido e criativo. Um de seus projetos mais atraentes é capacitar as cidades a desenvolverem um aplicativo open-source para resolver problemas cívicos escolhidos pelo cidadão. Esse aplicativo pode, então, ser utilizado ou adaptado por qualquer prefeitura. E os resultados têm sido notáveis – simultaneamente, as autoridades e os cidadãos têm abordado os problemas locais ao mesmo tempo em que reduzem os custos de TI públicos, permitindo a partilha de códigos entre entidades governamentais.

Capacite uma força de trabalho diversificada
O sucesso de organizações de todos os tipos é diretamente proporcional ao fortalecimento e engajamento do seu povo.
Trata-se de assegurar que a força de trabalho que você tem se sente confortável expressando-se. Isso envolve as idéias que levem à inovação e à rejeição de qualquer tipo de discriminação. Na minha experiência, mais diversidade leva, de forma construtiva, a soluções mais robustas.
Da mesma maneira, deve-se reconhecer que um lugar que não recebe atenção suficiente em tecnologia é a igualdade de gênero. Nos países em desenvolvimento, 200 milhões de mulheres a menos do que homens têm acesso a tecnologia online. Sou apaixonado pela ideia de aumentar o número de mulheres na força de trabalho global – especificamente em tecnologia – a começar pela introdução de meninas na educação científica (STEM) em uma idade jovem. Capacitação escolar precoce deve ser o campo de batalha para o recrutamento de futuras superstars técnicas.

Libere o poder da tecnologia
O software é a força mais transformadora na economia global de hoje. De acordo com uma pesquisa global de novembro 2015 com 250 líderes de negócios feita pelo Departamento de Serviços Analíticos para Negócios de Harvard, dois terços (66%) dizem que o futuro da sua empresa depende da qualidade de seu software. Isto é tão importante para os negócios quanto para a sociedade.
Milhares dos sistemas que nos protegem são habilitados por software. Pense sobre os sistemas de alerta de terremoto capazes de pintar um retrato da ameaça em tempo real. Ou no celular que, equipado com configurações personalizadas, alerte uma fábrica que é necessário fazer uma substituição de maquinário.
A chave para o rápido avanço será permitir maneiras de tornar a tecnologia mais aberta e segura. Desde que o censo dos EUA tornou seus dados disponíveis ao público, milhares de empresas têm acessado os ricos dados demográficos para uso próprio. Isso as conduziu a decisões de negócios muito melhores – desde inúmeras empresas que acessam os dados para explorar um mercado em potencial a novas startups que são laboratórios com a intenção de encontrar insights a partir da exploração de dados.

O tempo é agora
Vivemos uma época notável. A era da Economia dos Aplicativos, na qual as pessoas estão conectadas com as marcas e umas às outras como nunca antes. Estamos no cume da Quarta Revolução Industrial, em que a personalização será a chave e o software irá ligar a Internet das Coisas à Indústria 4.0. Mas só seremos capazes de maximizar essa tecnologia para nos transformarmos em uma sociedade verdadeiramente ágil se tivermos a estrutura no lugar certo para a sociedade. Isso precisa começar com uma revisão da maneira como governamos, capacitamos as pessoas e usamos a tecnologia que estamos criando e consumindo­.

(*) É CEO global da CA Technologies.

 
 
 
 
 
 
 
 

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