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Meta investirá centenas de bilhões de dólares em data centers

em Tecnologia
quinta-feira, 17 de julho de 2025

A Meta anunciou planos para investir “centenas de bilhões de dólares” em infraestrutura de inteligência artificial com o objetivo declarado de desenvolver uma “superinteligência” – uma IA com capacidades cognitivas superiores às humanas.

Vivaldo José Breternitz (*)

A informação foi divulgada pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, em uma publicação nas redes sociais da companhia. Segundo Zuckerberg, o primeiro desses data centers, que será chamado Prometheus, deve entrar em operação em 2026. Outro centro de dados, o Hyperion, que estará operacional nos próximos anos, ocupará uma área equivalente à da ilha de Manhattan, em Nova York – cerca de 59 quilômetros quadrados.

Esses grandes centros de dados são projetados para treinar e operar modelos de inteligência artificial generativa, tecnologia que exige altíssimo poder de processamento, chips avançados e consumo massivo de energia.

Até recentemente, a Meta vinha ficando atrás de rivais como OpenAI e Google na corrida da IA generativa, mas agora busca recuperar o terreno perdido mirando o desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral, nome pela qual também é conhecida a “superinteligência”.

A empresa, que no ano passado registrou receitas de quase US$ 165 bilhões, reorganizou recentemente sua atuação na área de IA por meio da criação de uma nova divisão chamada Superintelligence Labs. Essa unidade concentra os esforços voltados à monetização da IA, por meio de recursos como o assistente Meta AI, ferramentas de publicidade que transformam imagens em vídeos e os óculos inteligentes.

“Estou focado em construir a equipe mais talentosa do setor”, declarou Zuckerberg. Nas últimas semanas, a Meta iniciou uma campanha agressiva de contratação, atraindo talentos de concorrentes como a OpenAI, além de ter concluído a aquisição de duas startups promissoras na área: Scale AI e PlayAI.

O mundo a IA promete continuar cheio de novidades e a movimentar imensas fortunas. As grandes dúvidas na área são como serão conseguidas energia elétrica e água para permitir o funcionamento desses datacenters gigantescos, bem como qual será seu impacto sobre o meio ambiente.Parte inferior do formulário
 
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor e consultor – [email protected].