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Google diz que um pedido ao Gemini equivale a 9 segundos de TV

em Tecnologia
terça-feira, 26 de agosto de 2025

Uma solicitação simples de texto ao sistema de inteligência artificial Gemini, do Google, consome 0,24 watt-hora de energia — o equivalente a assistir menos de nove segundos de televisão. O processo emite 0,03 gramas de dióxido de carbono e utiliza 0,26 mililitros de água, aproximadamente cinco gotas.

Vivaldo José Breternitz (*)

Os números foram divulgados pela empresa de Mountain View, que desenvolveu uma metodologia própria para medir o impacto energético da IA, em um cenário global em que o avanço acelerado da tecnologia anda de mãos dadas com suas consequências ambientais.

“Os nossos sistemas de inteligência artificial estão se tornando mais eficientes”, afirma o Google. Segundo a companhia, em apenas 12 meses o consumo de energia e a pegada de carbono de um pedido mediano ao Gemini caíram, respectivamente, 33 e 44 vezes. Esses resultados, acrescenta, refletem a redução nas emissões dos data centers, o trabalho para ampliar o uso de energia livre de carbono e otimizar o uso de água, utilizada principalmente no resfriamento dos data centers onde o Gemini é processado.

Até agora, os dados completos sobre o impacto energético e ambiental da chamada inferência de IA — momento em que o sistema gera uma resposta a partir das solicitações efetuadas — eram limitados. Muitos cálculos, observa o Google, consideram apenas o gasto direto das máquinas, ignorando fatores fundamentais que tornam a inteligência artificial disponível em escala global e que também podem abrir caminho para ganhos de eficiência.

A metodologia desenvolvida pelo Google leva em conta não só o consumo de água e energia, mas toda a cadeia de suporte da IA: chips, sistemas em espera prontos para entrar em operação durante de picos de tráfego, CPUs, memórias RAM, além das infraestruturas que sustentam os data centers e seus sistemas de refrigeração.

“Entendemos que essa é a visão mais completa sobre como medir o impacto ambiental de um pedido de texto em IA”, conclui o Google. “Compartilhar esses resultados é essencial para um desenvolvimento mais responsável.”

Resta saber se o que diz o Google é verdade – o compromisso das big techs com a verdade não tem sido um ponto forte dessas empresas.

(*) Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor e consultor – [email protected].

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