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Geração Beta: o que esperar da nova população hiperconectada

em Tecnologia
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Os primeiros bebês nascidos em 2025 marcam o início da Geração Beta, grupo que sucede a Geração Alfa e será composto por indivíduos nascidos até 2039. De acordo com a consultoria australiana McCrindle, a nova geração deve representar cerca de 16% da população mundial em 2035. Diferentemente das gerações anteriores, os Betas já nascem completamente imersos na tecnologia, com a inteligência artificial e a automação integradas ao cotidiano desde os primeiros anos de vida. Esse fator pode ter grande influência no comportamento e preferências desse novo grupo de pessoas. 

De acordo com o doutor Dado Schneider, especialista nas gerações Z e Alfa e em cooperação intergeracional, a Geração Beta crescerá em um cenário de hiperconectividade e realidades mistas. “Essas crianças serão os primeiros seres humanos a vivenciar uma integração total entre o físico e o digital. Podemos esperar que a inteligência artificial personalize desde a educação até a saúde e o trabalho”, prevê o autor do livro “Desacomodado”, que aborda o choque de gerações e o futuro do trabalho.

Mas não é só de experiências tecnológicas que a Geração Beta viverá. Dado Schneider explica que eles enfrentarão desafios significativos. “Urbanização acelerada e desigual, crises climáticas cada vez mais frequentes e intensas, problemas com privacidade de dados, desigualdade tecnológica e saúde mental estarão no centro das discussões globais durante o crescimento dessa geração”, explica Dado Schneider.
Com um futuro moldado pela tecnologia, mas também repleto de desafios sociais e ambientais, a Geração Beta exigirá um novo tipo de abordagem por parte de educadores, empresas e governos focada na ética da inteligência artificial, na inclusão digital e no bem-estar emocional, ou seja, o equilíbrio entre inovação e humanidade seguirá sendo a chave para um desenvolvimento sustentável e verdadeiramente transformador.