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CNPEM será polo de inovação em saúde

em Tecnologia
quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Acordo vai ampliar papel do Centro e abrigar projetos nacionais em insumos farmacêuticos, ressonância magnética e criação de rede de inovação em saúde

O governo federal anunciou um acordo para tornar o CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, um polo de inovação em saúde no Brasil. Por meio de um termo aditivo assinado nesta semana pelo MCTI e pelo Ministério da Saúde, o CNPEM receberá investimentos de R$ 67,4 milhões para acelerar o desenvolvimento de tecnologias críticas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os recursos serão utilizados para impulsionar atividades estratégicas, ampliar a infraestrutura científica, contratar especialistas e viabilizar programas de inovação orientados por missões nacionais.

O termo aditivo incorpora ao planejamento institucional do CNPEM iniciativas de impacto direto no complexo econômico-industrial da saúde. A primeira delas será transformar o Centro em núcleo do ecossistema nacional dedicado ao desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), tecnologias biomédicas avançadas e soluções terapêuticas inovadoras, com o objetivo de reduzir a dependência brasileira de importações, que hoje supera 90%.

“Esta integração, com a interveniência do Ministério da Saúde, é um marco estratégico para o CNPEM. Ela busca impulsionar o desenvolvimento nacional de fármacos e tecnologias de diagnóstico, fortalecendo a missão de conectar nossa ciência de ponta às necessidades do SUS e gerando conhecimento para embasar políticas públicas para a saúde”, disse o diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque da Silva.

Entre as ações inicialmente previstas, estão a estruturação de biofoundries nacionais, que são sistemas integrados de automação, robótica e software voltados para acelerar pesquisas. Também visam a implantação de plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos, a ampliação de biobancos e coleções microbianas e o apoio ao desenvolvimento de até 15 novos projetos de inovação radical, além da execução imediata de quatro projetos-piloto financiados pelo Ministério da Saúde.

Nos primeiros 12 meses, o CNPEM implantará a infraestrutura dedicada, abrirá chamadas nacionais, selecionará projetos de alto impacto e iniciará a execução científica e tecnológica necessária para sustentar a inovação nacional em IFAs.

Outro projeto estratégico incorporado ao termo aditivo prevê o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de um equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades, tecnologia que poderá reduzir custos e ampliar o acesso em todo o país a exames de imagem. A ideia é aproveitar o know-how do CNPEM, acumulado ao longo de décadas de pesquisa de magnetos, eletrônica de alta confiabilidade e sistemas de controle, presentes em iniciativas como o UVX e o Sirius.