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Celulares não fazem mal à saúde

em Tecnologia
quarta-feira, 08 de junho de 2022

Existem cerca de 7,3 bilhões de usuários de telefones celulares, aproximadamente 92% da população mundial.

Vivaldo José Breternitz (*)

Existem também cerca de 10,6 bilhões de dispositivos que compõem a Internet das Coisas, usando tecnologia similar à dos celulares. Todo esse hardware usa radiofrequência para operar.

Pesquisas apontam que os americanos consultam seus celulares 96 vezes ao dia, em média; supondo que a pessoa durma 8 horas por dia, teríamos uma consulta a cada 10 minutos. A implantação de redes 5G, viabilizando novos serviços, deve aumentar ainda mais o número de celulares e frequência de uso.

Esse cenário tem trazido preocupações às autoridades governamentais americanas em termos de possíveis consequências para a saúde, e órgãos como o National Cancer Institute e a Food and Drug Administration foram chamados a avaliar os riscos trazidos pela radiofrequência.

Há boas notícias: essas entidades concordam que não há evidências científicas ligando a exposição à radiofrequência gerada por telefones celulares com câncer ou qualquer outro problema de saúde; inclusive, as estatísticas mostram não houve aumento de cânceres no cérebro ou no sistema nervoso central desde que surgiram os celulares.

Um estudo de 2018, conduzido pelo National Toxicology Program atraiu a atenção ao concluir que a radiofrequência aumentava o índice de câncer em ratos; pouco mais tarde, a Food and Drug Administration informou que os ratos haviam sido expostos a níveis e tempos de exposição à radiofrequência muito acima dos que uma pessoa experimenta, mesmo usando celulares de forma muito intensiva.

O National Cancer Institute concluiu seu estudo dizendo que o maior risco de saúde associado ao uso de celulares acontece quando os mesmos são usados no trânsito e geram acidentes.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de IoT.