No cenário atual, uma boa estratégia vai muito além da aplicação técnica da Inteligência Artificial. Ela exige contexto e intuição. Hoje, todos têm acesso às IAs e já sabem como usar essas ferramentas para otimizar seu dia a dia. A grande diferença de quem patina na divulgação para quem conquista os melhores resultados, está na adoção de ações diferenciadas. Por isso, a especialista em marketing estratégico, Camila Renaux, revela quatro métodos que deram certo nesse início de ano e seguirão como tendência no último semestre.
Comunidade
Ela continua sendo uma potente e eficaz tática. Camila diz que a comunidade ganhou destaque, pois as pessoas estão buscando algo com que elas se identifiquem, que integre seu lifestyle ao cotidiano. “A sensação de pertencimento é hoje o vínculo mais forte que temos. Pessoas querem se conectar, estar perto de semelhantes, fazer parte de algo”. Entre as dicas, ela aponta que as marcas desenvolvam situações para que os clientes fiquem juntos e troquem impressões como, por exemplo, um desafio de corrida para lançar um novo tênis ou uma blusa térmica tecnológica.
Evento presencial
Após a pandemia e o boom dos encontros on-line e das lives, agora é a vez do regresso do olho no olho. A especialista em marketing relembra que essa é a melhor alternativa para encantar, vender, explicar sobre o produto e a marca. E, atualmente, tem sido também o momento de engajar nas redes sociais. “É a ocasião perfeita para adotar a união entre o on e o off. Você cria um ambiente atrativo visualmente para que as pessoas se sintam motivadas a compartilhar, e, ao mesmo tempo, traz uma densidade de conteúdo, que fornece uma experiência única”, revela. Como exemplo, ela cita a iniciativa da Louis Vuitton, que colocou um café com sabores especiais para que as pessoas se sintam motivadas a ir até sua loja provar e postar sobre a vivência. “Mostra a marca sem ser necessariamente um post sobre uma bolsa, algo que nem sempre conecta com a geração Z”, acrescenta.
Nostalgia
A ação vencedora, especialmente para quem sente uma dependência do tráfego pago, surgiu como uma excelente opção para o engajamento, pois a atual parcela da comunidade com instinto de compra, a geração Z, é focada no que é ‘vintage’. A profissional cita o cinema, que tem apostado em remakes, como Beetlejuice e Wandinha, que foram sucesso de público. “Eles sentem saudades do que não viveram e, assim, se interessam. Essa tática funcionou muito bem e seguirá em alta nesse semestre”, indica.
Humanização
Essa pode ser considerada a cereja do bolo no momento. Com tanta estratégia de IA, Camila Renaux ressalta que o consumidor quer mesmo é ter conexão. “Vida real com menos edição, menos marketing, mais conversa, mais diálogo e mais pessoas verdadeiras em experiências reais”, detalha. Para a especialista, humanizar também é tornar imperfeito, mostrar os bastidores, as dificuldades e as necessidades das pessoas. “Não dá mais para mostrar apenas o sorriso perfeito da marca de creme dental, é preciso apresentar o real, as necessidades de pessoas no dia a dia e aí oferecer a solução”. A dica é que as marcas desenvolvam essas ações de dentro para fora, como um personal branding em que adotam internamente para depois levar aos consumidores.



