356 views 3 mins

Prevenir perdas é agir com inteligência, antecipar falhas e proteger margens

em Negócios
segunda-feira, 02 de junho de 2025

Anderson Ozawa (*)

No mundo dos negócios, o que você não vê custa caro. Recentemente, uma gigante do varejo abriu seus resultados ao mercado e fez o que poucos têm coragem de fazer: assumiu que as perdas de estoque comprometeram sua performance. E não foram centavos, mas milhões. O tipo de rombo que não aparece nas reuniões de inovação, mas que sabota silenciosamente o Ebitda trimestre após trimestre.

Se você é CEO ou CFO, pergunte-se: quantas decisões estratégicas você tomou nos últimos 12 meses com base em números corroídos por perdas invisíveis? Steve Jobs dizia: “Simplicidade é a sofisticação máxima.”

A prevenção de perdas é justamente isso: simples, porém negligenciada. E como Warren Buffett bem lembra, “O risco vem de não saber o que você está fazendo.” Se você não sabe onde suas perdas estão acontecendo, você está operando no escuro — com a ilusão de controle.

Prevenir perdas é agir com inteligência. Significa entender que os problemas não devem ser enfrentados apenas quando surgem, mas antecipados e neutralizados antes de impactarem o caixa da empresa.

Perdas não são apenas desvios operacionais. Elas são sintomas de processos falhos, culturas permissivas e lideranças que confundem eficiência com velocidade. Preveni-las é agir com inteligência, antecipar falhas, proteger margens e valorizar o capital humano e financeiro. Afinal, a cada item não furtado, a cada erro evitado, a cada processo otimizado, há um ganho real que se reflete no balanço da empresa.

É hora de parar de tratar a prevenção de perdas como um “departamento” e enxergá-la como uma estratégia de blindagem da performance financeira. O investimento em uma consultoria que entrega uma visão externa e com diferencial – uma metodologia comprovada de resultados – é infinitamente menor do que as perdas que impactam os resultados e a imagem da empresa.

Em um cenário onde a competitividade devora margens e a confiança do investidor é volátil, ignorar as perdas é um luxo que nenhuma empresa pode mais bancar. Cuidar do que se perde é o primeiro passo para ampliar o que se ganha. Essa é a nova mentalidade dos líderes que transformarão o jogo.

(*) CEO da AOzawa Consultoria, especialista em governança Operacional e Corporativa, palestrante, consultor, professor da FIA Business School e autor do livro “Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros”