Mercado autônomo em condomínios pode ser um bom negócio

Eduardo Córdova (*)

Já imaginou sair do seu apartamento, descer até o pátio principal e realizar compras de mantimentos sem a necessidade de se deslocar até um supermercado? Isso já é possível graças aos mercados autônomos e inteligentes instalados dentro dos condomínios. Esse modelo de negócio vem conquistando cada vez mais adeptos, principalmente devido à pandemia, uma vez que ele proporciona mais praticidade, comodidade, acessibilidade e segurança aos moradores.

Na contramão de muitos setores e também da crise econômica, investir nesse tipo de franquia oferece boas oportunidades de crescimento, lucratividade para empreendedores e uma proximidade das marcas com os consumidores que estão atualmente trabalhando em home office. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento das franquias que operam no país subiu 7% em relação a 2019.

A tendência é que para 2020 esse número cresça ainda mais, principalmente aqueles negócios que são considerados serviços essenciais e outros nichos que foram impulsionados pela mudança no comportamento de consumo dos brasileiros.

Acredito que devido ao Covid-19, muitas mudanças que foram feitas em nossas rotinas durante o período de isolamento social serão mantidas. E nesse cenário, o “touchless retail” ou mais conhecido como “varejo sem toque”, será cada vez mais utilizado atrelado também ao omnichannel e ao bom relacionamento construído entre cliente e empresa.

Desta forma, é possível oferecer uma experiência descomplicada e todo suporte necessário caso haja alguma dificuldade no processo de compra. Para se ter uma ideia, um levantamento realizado pelo Ibope Conecta, empresa que avalia o comportamento dos brasileiros na internet, mostra que 87% das pessoas efetuariam suas compras em supermercados sem caixa justamente por ser uma alternativa mais prática, rápida e por oferecer uma experiência diferenciada.

Dados como esses reforçam que há uma evolução constante no mercado de bens e consumo, mas as empresas, estabelecimentos comerciais e residenciais, precisam acompanhar essas inovações se quiserem manter seus clientes e moradores satisfeitos e seguros. Se olharmos para as indústrias, percebemos que grande parte delas estão cada vez mais se aprofundando na digitalização e buscando canais que possam ajudá-las a diminuir a barreira que ainda existe com seu público ,tanto para vender seus produtos como também para realizar estudos de comportamento para entender e atender o que eles apreciam e precisam.

A verdade é que o digital é um caminho sem volta! Daqui uns anos, teremos outras funcionalidades e invenções disponíveis por aí e que de alguma forma irá suprir uma necessidade específica, independente do setor. Como podemos observar, já existe uma movimentação do modelo de negócios D2C (direct do consumer) – que permite que as indústrias vendam diretamente para seu consumidor final, sem a intermediação de mercado ou revendedores.

A nós empreendedores, resta ficarmos antenados a essas inovações para conseguir antever as próximas tendências e novidades.

(*) – É CEO do market4u, rede de mercado autônomo e inteligente do Brasil (https://market4u.com.br/).

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