Pandemia cria oportunidade para exportadores de alimentos

O Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos criou um programa para elevar seus estoques de alimentos e garantir o abastecimento dos sete emirados que formam o país, especialmente durante a pandemia do coronavírus. O governo está permitindo que novos contratos de importação de alimentos sejam feitos por parte de traders e redes varejistas junto a fornecedores ao redor do mundo, entre eles o Brasil.

“Temos oportunidade não apenas na proteína animal, onde o Brasil já tem uma participação relevante, mas também em setores como o de frutas, onde a fatia do mercado brasileiro é inferior a 1% da importação dos Emirados”, afirma Silvia Pierson, diretora do Escritório da InvestSP em Dubai. Ela lembra que, no caso das frutas, o mercado não se restringe ao produto in natura, havendo espaço para geleias, polpas congeladas e frutas secas.

Para ela, o Brasil tem total condições de atender a demanda dos Emirados Árabes durante esse programa de importação de produtos alimentícios por conta da qualidade, preços e oferta suficiente. “Temos ainda uma cooperação muito estreita entre o governo do Estado de São Paulo e as lideranças dos Emirados. Essa é uma relação que existe há muito tempo, principalmente pelo histórico na venda de proteínas de origem animal, que nos torna um fornecedor muito confiável para o país”, afirma.

Diante das limitações de negócios e queda na demanda no mercado intern, o acesso ao mercado internacional pode ser uma fonte de receita aos exportadores que garanta manutenção das atividades e empregos das empresas. Especialistas em exportação são quase unânimes em afirmar que diversificar as fontes de receitas das empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, mais do que estratégico, se faz necessário no momento atual.

“O momento é propício para novos exportadores, mas um ponto importante para quem quer iniciar as exportações para os Emirados é que não haja rupturas no fornecimento de produtos e descumprimento de contratos. É fundamental que os exportadores não deixem o mercado depois que houver um reaquecimento da demanda doméstica. Isso pode inviabilizar futuros negócios da empresa e prejudicar os exportadores do Brasil como um todo”, afirma Silvia.

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