Após admissibilidade, Lewandowski dirigirá processo de impeachment

Jane de Araújo/Ag.Senado
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Presidente do Senado, Renan Calheiros.

O presidente Renan Calheiros sublinhou que, uma vez aprovada a admissibilidade do impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff, todas as questões e dúvidas sobre o processo deverão ser dirigidas ao presidente do Supremo (STF), Ricardo Lewandowski. Ele também observou que caberá à comissão designada para esse fim ditar o ritmo do processo. “O Senado não pode atropelar prazos, nem deve fazer isso perante a História”, reforçou.
Renan disse ainda que paralisar a votação de projetos importantes não ajuda o país e pode agravar a crise econômica, além de aumentar o desemprego. A declaração é uma resposta ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que havia afirmado que haveria uma paralisia no Congresso Nacional até o Senado decidir se a presidente Dilma será ou não afastada do cargo.
O presidente reiterou que o Senado não parou de trabalhar durante a análise da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara e votou projetos importantes para a retomada do crescimento. A Casa aprovou ainda regras para a gestão dos fundos de pensão públicos. “Acho que nesse momento de dificuldade do povo brasileiro cada Casa pretende interagir a sua maneira ou interferir na outra Casa ou ainda paralisar suas ações. É muito ruim porque ninguém vai se beneficiar do agravamento da crise, do aumento do desemprego, do aumento da desesperança”, alertou o presidente do Senado.

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