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Protestos levam milhares às ruas pelo Brasil contra reforma da Previdência

em Manchete Principal
quarta-feira, 15 de março de 2017
Paralisação parcial dos ônibus na manhã de ontem (15), no Terminal Bandeira, contra as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal.

Paralisação parcial dos ônibus na manhã de ontem (15), no Terminal Bandeira, contra as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal.

Os protestos contra a reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente Michel Temer levaram milhares de pessoas às ruas ontem (15). A interrupção de serviços de transporte público e o bloqueio de vias causaram congestionamentos em várias cidades brasileiras. Escolas também fecharam as portas. Em São Paulo, os metroviários pararam parte das linhas e motoristas de ônibus só voltaram ao trabalho na parte da manhã, após horas de paralisação. Os protestos causaram lentidão acima da média no trânsito da cidade.
Por volta das 17 horas, manifestantes já fechavam os dois sentidos da Avenida Paulista na altura do Masp. Presentes no protesto grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A Prefeitura de São Paulo estimou que 2,5 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela paralisação dos serviços de transporte público até as 12 horas de ontem (15).
O presidente Michel Temer disse que a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo federal evitará que o Brasil siga o caminho de outros países que, por não se prevenirem dos gastos excessivos com as aposentadorias, tiveram de fazer cortes de grandes proporções, chegando inclusive a cortes de salários de pessoas na ativa e aposentados.
“Não queremos que o Brasil tenha de fazer o que fez Portugal, ou seja, cortar salário de pessoas na ativa e de aposentados, ao mesmo tempo em que elevava a idade mínima para 66 anos e eliminava o décimo terceiro salário. Não queremos chegar a esse ponto. Não podemos fazer uma coisa modestíssima agora para daqui a 4 ou 5 anos termos de fazer como Portugal, Espanha e Grécia, que tiveram de fazer um corte muito maior porque não preveniram o futuro”, disse. Segundo o presidente, a proposta representa um “caminho para salvar a previdência do colapso e para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã”.
“Nós demos rumo seguro às contas públicas com o teto de gastos, imunizando o Brasil do populismo fiscal”, acrescentou Temer durante cerimônia de lançamento do projeto Senhor Orientador, do Sebrae, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (AE).