
Consenso entre participantes, o seguro rural entrou forte na pauta
Redação
Quais os principais desafios do agro brasileiro? Seguro rural, terras de fronteira, licenciamento ambiental, Plano Clima e tarifaço são alguns dos mais aparentes, listou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) durante abertura do 10º Congresso Nacional de Mulheres do Agro, em São Paulo. Ela que foi definida como “baluarte do agro no Senado”, pelo secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piaí, explicou os caminhos para aprovação de projetos no Parlamento. A ex-ministra criticou a “ganância” e convocou as mulheres a resgatar o respeito e o hábito “de fazer o bem” como forma de se criar um mundo melhor. Evento aconteceu no Transamérica Expo Center, dias 22 e 23 últimos, reunindo diversos painelistas em quatro espaços, além da arena master.
“Brasil, o país que muda o mundo para melhor” foi o tema da mesa-redonda de abertura, que teve como moderador Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Como debatedores estavam a senadora (e também ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) Tereza Cristina (PP-MS); o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai; e a diretora de Promoção Comercial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ângela Peres.
Piaí falou sobre linhas de crédito para agricultores paulistas e destacou o “FEAP Mulher”, programa com juros de 2% a.a. e carência de três anos. Ele fez eco a senadora sobre o seguro rural, observando que o Brasil só tem cobertura de 10%, enquanto a China abrange 70% e os Estados Unidos 90%.

SEGURO RURAL
“Tenho projeto sobre o seguro rural, mas sua aprovação passa por um caminho longo, desde conversas com setores da sociedade, até homologação pelo presidente da República, passando antes por várias Comissões Técnicas no Senado e na Câmara”, disse a senadora, completando adiante: “Sem um seguro rural eficiente, não dá para continuar nos desenvolvendo do jeito que precisamos”.
Ângela Peres discorreu sobre a experiência dos “adidos agrícolas” que atuam junto a Embaixadas brasileiras. Hoje o número é pequeno, mas vem crescendo: são 40 adidos no total, dos quais 12 mulheres, promovendo os produtos brasileiros no exterior. O papel da mulher no dia a dia da agricultura brasileira foi igualmente destacado pela diretora do Mapa. “Queremos levar todos os produtos feitos por mulheres para o mundo”, entusiasmou-se. Segundo ela, nos últimos anos o ministério conseguiu abrir 460 novos mercados, mas não basta só abrir, ponderou, “é preciso fazer promoção comercial”.


REGENERATIVO
Equipamentos que auxiliam a regeneração agrícola, incluindo manejo de gado, recuperação de pastagem e substituição de materiais por perfis ecológicos são alguns dos serviços que presta a Beckhauser, empresa criada há 55 anos que hoje tem Mariana Beckhauser (terceira geração da família) à frente. “Desenvolvimento de equipamentos é também parte da pecuária regenerativa”, explica a CEO, ao comentar como conecta parceiros e utiliza bio insumos. “Temos olhado muito para a sustentabilidade e precisamos ir além”, enfatiza.

GOVERNANÇA
Falar em sucessão empresarial é algo desesperador para o produtor rural, porque este não quer parar e nem passar o comando de forma abrupta. Mas tratar o processo como continuidade, já alivia a narrativa. Este é só um exemplo do que fazem Amanda Guazzelli e Diego Falcão na empresa Governança Agro. “Atuávamos junto a outros perfis de empresas, mas encontramos uma oportunidade com pequenas e médias no agro”, diz Falcão, revelando o desafio de mostrar ao produtor do campo que um modelo urbano de governança, por exemplo, não se aplica à atividade rural.
A empresa cria modelos customizados de governança e atua no desenvolvimento e implantação, bem como em situações de reestruturação.

DRONES
Aplicar insumos no campo por meio de drones é o negócio da empresa Oceano Azul. Presente neste CNMA, com estande na feira de serviços, o diretor operacional Pedro Henrique Simões diz que trabalha com 40 drones – em tamanhos de 200 gramas a 150 Kg, a depender da necessidade. Atualmente a Oceano Azul atende não só o campo como também a Prefeitura de São Paulo, no combate a dengue (via aplicação de larvicidas).




